segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Cientistas mostram como cumprir objetivos de ano novo

A ciência às vezes transita no campo da subjetividade, já que as respostas para muitas questões da vida não são obtidas por fórmulas e classificações, mas por observação teimosa e bom senso na hora de tirar conclusões. Este é o caso do estudo britânico publicado no The Guardian, o qual teve como objetivo determinar quais são as melhores estratégias para que as pessoas consigam realizar efetivamente seus objetivos de ano novo, afinal isso é algo que ocupa a mente de todos nós nesta época do ano. A pesquisa, que ouviu 700 participantes, levou os cientistas a respostas irônicas, como o fato de que quem segue os livros e gurus da auto-ajuda tem mais chance de falhar. A explicação reside na mecânica de tais ensinamentos: sonhos fantasiosos, repressão de outros desejos e necessidades e usar como exemplo um ídolo no objetivo a ser alcançado. É como se eu colocasse a foto do Washington Olivetto no wallpaper do meu computador e esperasse escrever igual a ele no final do ano.

No lado de quem obteve mais êxito em suas promessas, os pesquisadores encontraram: "dividir o objetivo final em passos menores e dar a si próprio recompensas, estratégias como compartilhar seus planos com amigos, focar a atenção nos benefícios alcançados e anotar seus progressos em um diário." Para quem gosta de números, vale citar que 78% das pessoas que falharam seguiram os gurus da auto-ajuda. Enquanto isso, os que optaram por seguir estratégias como as citadas acima conseguiram em média 50% de êxito.

Se pararmos para pensar, tais estratégias também são uma espécie de auto-ajuda. Então, cabe a você decidir o que é bom ou não. O importante é correr atrás sempre e, como foi dito no estudo, considerar as derrotas como "pequenos escorregões" rumo ao objetivo final. Um ótimo 2010 para todos nós!

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Homens preferem cheiro de bacon e de gasolina a cheiro de bebê

Uma pesquisa feita com homens e mulheres britânicos teve como objetivo a identificação dos cheiros que mais nos agradam. Os três primeiros aromas preferidos, de ambos, foram pão quentinho, lençóis limpos e grama recém-cortada. Coisa de britânico mesmo. Engraçado como o aroma do chá das 5 não aparece entre os primeiros.

Peixe, jantar feito na hora, café pronto e aquela brisa depois da chuva também foram bastante citados. As mulheres falaram ainda de flores, baunilha, chocolate, bebês e lavanda entre seus 10 aromas favoritos. Os homens preferem bacon (7º lugar) e gasolina (12º) a cheiro de bebê, que só aparece em 18º lugar. Na lista deles, aparece até cheiro de fósforo queimado e pneu.

O estudo fala de como os cheiros podem despertar felicidade ou tristeza, atração ou nojo, com o poder de levar a mente para experiências únicas ou memórias que não queríamos de volta.

Seria interessante uma pesquisa dessas aqui no Brasil. A julgar pelos resultados, a área geográfica e, mais ainda, a influência cultural, fazem grande diferença sobre os nossos aromas preferidos. Arrisco dizer que cheiro de carro novo, perfume de mulher e pizza estariam na lista dos homens brasileiros.

Este post foi uma dica da Daisy =].Para ler mais, vá aqui ou aqui.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Se a Terra tivesse anéis

Este tópico não é sobre uma descoberta científica, mas sobre ficção. Entretanto, tem tudo a ver com o blog, já que a ociosidade foi provavelmente o motivo principal para levar alguém a fazer um vídeo mostrando como seria a Terra se tivesse anéis, assim como Saturno.

É interessante imaginar as visões de um grande arco no céu, durante o dia e à noite, de forma diferente a partir de pontos distintos do globo. Tais anéis trariam uma série de consequência, como a divisão do céu em duas partes, ameaça para aviões, naves e satélites, maior frequência de meteoritos nas áreas próximas à linha do Equador e grande interferência no clima, em função da sombra projetada por tal formação.

Conforme matéria da Scientific American, há a hipótese de uma formação assim já ter feito parte da Terra, sendo responsável pela extinção de milhares de espécies, por causa da sombra que falei à cima. Há boas razões para isso não existir mais, ou nunca ter existido, já que as consequências seriam catastróficas ou porque a presença da Lua impediria a formação dos anéis.

Este vídeo foi produzido por alguém fora de órgãos científicos oficiais, um astrônomo, físico ou engenheiro talvez. Vale a pena assistir, apesar da música deixá-lo um tanto quanto entediante.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Crianças deviam tomar menos banhos, dizem cientistas

Muitos cientistas e médicos especialistas no assunto dizem que a obsessão por limpeza pode ter contribuído para a explosão de alergias nos países mais desenvolvidos.

Um estudo publicado a partir de trabalhos feitos na School of Medicine da University of California, em San Diego, corrobora este raciocínio. Segundo a pesquisa, a limpeza excessiva da pele de crianças retira os estafilococos, bactérias que vivem sobre o nosso corpo e que inibem a inflamação agressiva após um ferimento. Logo, fortalecem o organismo contra inflamações e alergias, além de ajudar no processo de cicatrização.

Moral da história: aquelas propagandas tipo OMO, com o título "Se sujar faz bem" estão certas. O negócio é não lavar depois, ou melhor, lavar só a roupa e deixar a criançada suja mesmo. Vai ver, o fato de ninguém gostar de banho quando é pequeno está relacionado com nossos instintos. Segundo a matéria, a pesquisa é insuficiente para dizer isso. Mas tem uma verdade, afinal, todos sabemos que as crianças criadas no interior, fora de apartamentos e acostumadas a brincar lá fora e fazer arte são mais resistentes e ficam doentes com menor frequência.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Ajude a NASA a explorar Marte

Para quem gosta de ciência e astronomia, esta novidade é um prato cheio. A Nasa acabou de lançar um game online no qual o jogador é um explorador de Marte. A grande sacada é que os jogadores realmente ajudarão a agência espacial americana a desvendar o planeta vermelho. Funciona da seguinte forma: você se alista no site do "Be a Martian" (Seja um Marciano) e começa a explorar, ajudando a montar mapas, classificar crateras e muitas outras tarefas de outro mundo.

A ideia para a criação do game partiu do fato de que a Nasa levaria muito tempo para analisar as centenas de milhares de imagens da superfície do planeta e de suas luas, as quais são enviadas por naves e sondas desde 1960. Assim, nada melhor que trabalho em conjunto com apaixonados pelo espaço, espalhados pelo mundo inteiro.

Além de conseguir ajuda para esta tarefa, a agência espacial quer estimular o surgimento de novos exploradores do espaço. Está ocioso? Então vá explorar Marte. Já estou fazendo meu cadastro, quem sabe descubro uma nova montanha ou "pirâmide" e a batizam com meu nome?

Notícia aqui.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

A mente é um espelho

É de conhecimento comum o fato de que nós humanos tendemos a copiar as ações e o comportamento dos outros. A imitação é um importante mecanismo evolutivo, o qual permitiu o desenvolvimento da linguagem, o acúmulo de experiência e até mesmo a própria sobrevivência. Afinal, foi por ver os outros subirem em árvores ao correr de lões que nossos ancestrais conseguiram passar os genes para frente.

Estudos científicos já identificaram os "neurônios espelhos", os quais fazem com que as mesmas partes do cérebro sejam ativadas enquanto observamos alguém fazer uma atividade, como cortar uma folha de papel com uma tesoura, e enquanto nós mesmos fazemos tal movimento. Cientistas da Universidade de Pisa provaram que a ativação dos neurônios espelhos não depende da visão, já que as pessoas cegas reagiram de forma semelhante a estímulos durante experimentos. Assim, este recurso do cérebro, já bastante observado em primatas, desempenha um papel fundamental na nossa maneira de interagir com o mundo.

Mas há muitas situações nas quais os neurônios espelho mais ajudam que atrapalham, a exemplo daquele sentimento de massa que toma conta das pessoas e as faz agirem de forma incoerente aos seus valores, em manifestações com quebra-quebra, espancamento e situações ainda mais extremas, como o fanatismo religioso e o suicídio coletivo.

Para ler mais, clique aqui.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

EUA criam Besouro-robô-espião

Insetos controlados por humanos é, aparentemente, um sonho antigo da ciência, por mais ficcção que isto possa soar(ou zoar). Um estudo conduzido na Universidade da Califórnia levou à criação de um besouro robô. Os cientistas utilizaram uma espécie de inseto grande, proveniente de Camarões, para implantar três componentes robóticos (na fase pupal no besouro, entre larva e adulto): uma microbateria, um microcontrolador e um transceptor. O resultado disso foi o bem-sucedido controle da decolagem, do voo e do pouso do besouro! Tudo utilizando um laptop. O objetivo final da pesquisa é criar insetos robôs para a espionagem.

Quem banca a pesquisa é a Defense Advanced Research Projects Agency (DARPA), do governo americano. O besouro é parte do estudo que quer chegar a um inseto capaz de voar a uma distância de 90m, gravar conversas e voltar. Logicamente o maior empecilho nisto tudo é o peso de tais componentes eletrônicos nas costas do besouro. Até transmissor de GPS e câmera querem colocar.

Este é um prato (de sopa) cheio para quem quer discutir o futuro da robótica, a manipulação de seres vivos, a privacidade, Deus e muito mais. Tudo isso terminando com constatações como o fim do mundo e paralelos com filmes e livros do tipo "Exterminador", "Matrix" e "1984".

Para ler mais, visite aqui.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Metade dos nascidos hoje em países ricos chegarão até 100 anos

Parece até utopia pensar nesta informação, mas é o que diz o estudo, de uma universidade dinamarquesa, sobre o envelhecimento humano. A projeção de que metade das pessoas nascidas após o ano 2000 em países desenvolvidos chegará a 100 anos de idade tem como base o fato de que desde 1840 a expectativa de vida só aumenta. Além disso, alimentação, hábitos saudáveis e cuidados médicos evoluem cada vez mais, a exemplo das células tronco e dos tratamentos genéticos.

Apesar da evolução da medicina "curativa", o estudo mostra que a grande responsável por essa expectativa otimista é a prevenção. Hoje não apenas se vive mais, se vive melhor. Pelo menos nos países ricos. Logo, pensar desta forma para o Brasil talvez seja uma ideia errônea. Normalmente, as pessoas dizem que no campo vivia-se mais e melhor. Não é raro alguém contar que a avó viveu mais de 90 anos porque morava no interior, ao contrário do que acontece nos centros urbanos.

O estudo mostra ainda que 30 a 40% das pessoas com idade entre 92 e 100 anos são independentes ou precisam de pouca ajuda para realizar as tarefas simples do dia-a-dia e e auto-cuidado. Além disso, 40% das pessoas entre 110 e 119 anos (sim, você leu certo) também são assim, praticamente independentes.

Então, mais uma centena de motivos para você ter uma vida mais saudável. Isso vale para mim também.

Foto: stuff.co.nz

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Música faz bem para o coração



Durante 7 anos, pesquisadores de uma universidade da Sérvia conduziram um estudo com dois grupos de pessoas. O primeiro não tinha o hábito de ouvir música e o outro sim. Depois de passado o tempo e a análise dos resultados, descobriram que os níveis de ansiedade de quem ouve música são menores, apesar de a diferença não ser tão significante. Entretanto, os resultados mais interessantes não vieram do comportamento, e sim de sinais de melhoria no próprio corpo.

O hábito de ouvir música por pelo menos 12 minutos, duas vezes ao dia, ajudou a diminuir a pressão arterial sistólica e o ritmo cardíaco, diminuindo a incidência de doenças como angina, revascularização e até a morte súbita.

Outros estudos que relacionam música e saúde sugerem que canções "felizes" ou "animadas" é que fazem bem. Entretanto, chegou-se à conclusão que os melhores efeitos são alcançados ao se ouvir o tipo de música que gostamos, independentemente do que for. Logo, mesmo quem é maníaco depressivo, ou está com dor de cotovelo, pode continuar ouvindo suas músicas típicas que isso vai fazer bem para o coração, mas só o de verdade.

"A few songs a day keep the doctors away!". Para ler mais, clique aqui.
Dica do Luiz.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Tomar banho de chuveiro pode fazer mal

Cientistas americanos descobriram, a partir da análise de dezenas de chuveiros em regiões diferentes dos Estados Unidos, uma alta concentração da bactéria Mycobacterium avium, 100x mais que o nível aceitável, para ser preciso. Esta bactéria se concentra na área interna e sai junto com o vapor, infectando as partes mais profundas do pulmão de quem respira, podendo causar infecções. Sabe aquele jato de água que às vezes sai quando você abre o chuveiro? Melhor tomar cuidado!

Na pesquisa, descobriram que os chuveiros de plástico apresentam maiores concentrações de bactérias que os de metal e que o ideal, para evitar o problema, é tomar banho de banheira. Como aqui no Brasil é mais incomum encontrar pessoas que tomam diariamente banho de espumas com patinhos de borracha, provavelmente boa parte de nós tem tal bactéria nos pulmões. Apesar disso, parece que a bactéria só consegue causar algum efeito em pessoas com imunidade muito baixa. Se não fosse assim, a gente já teria mais uma onda de doenças. O nome poderia ser Pneumonia do Porco, talvez. Afinal, ninguém mais ia querer tomar banho.

Para ler mais, clique aqui.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Todos os humanos são mutantes, diz estudo

Antes do tópico perder a credibilidade, já vou logo avisando que o assunto não tem nada a ver com X-Men ou ficção científica. Ou melhor, talvez um pouco. Um estudo foi realizado na Grã-Bretanha para determinar a quantidade média de mutações no DNA de cada indivíduo. Para conseguir tal façanha, foram analisados os códigos genéticos de dois homens com um antepassado em comum, nascido em 1805. Depois de mapear um cromossoma específico, analisá-lo e cruzar os dados com outros estudos, chegaram à conclusão que cada pessoa apresenta de 100 a 200 mutações genéticas.

Tais mutações trazem uma série de consequência para a vida, como o câncer e outra doenças. Entretanto, suas implicações vão bem além de enfermidades: podem ter uma relação direta com a evolução humana. Arrisco escrever que a mutação genética é o principal auxiliar da seleção natural no processo de evolução dos seres vivos. Talvez seja o argumento decisivo para muita gente aceitar a Teoria da Evolução.

Para quem ficou chateado por não ver nada de X-Men no tópico, uma questão: seria a mutação a explicação para a paranormalidade, os super atletas e os gênios?

Mais aqui.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

A natureza e os Mestres do Disfarce

A natureza é impressionante. Há uma infinidade de plantas, animais, estratégias, histórias, composições, e coisas que a gente nem consegue classificar, que intrigam profundamente e vão além da criatividade humana.

Há algumas semanas, li uma reportagem sobre os "Mestres do Disfarce" na natureza. São seres vivos que utilizam o disfarce para enganar as outras espécies como forma de proteção ou ataque. A matéria cita vários exemplos, como a borboleta cuja parte superior das asas lembra sua cabeça e antenas. Uma tática para aumentar suas chances de sobrevivência no caso do ataque de um predador. O mesmo raciocínio se aplica para a cobra de "duas cabeças" e para uma indefesa mosca que tem as mesmas cores de uma vespa.

O exemplo do casulo de borboleta que é idêntico a uma folha é sensacional. Apenas olhos atentos conseguem perceber que se trata de um casulo.

Mas o caso mais intrigante de todos é o de um verme. Ele infecta o traseiro de uma certa espécie de formiga, fazendo-o ganhar a coloração vermelha. Nada acontece com a saúde do artrópode. Mas, enquanto continua sua vida normal, frequenta os ramos de uma planta frutífera. A questão é que o seu traseiro fica igual a estas frutas maduras e os pássaros comem as frutas! A tática do verme é fazer com que o pássaro confunda a traseira da formiga com uma frutinha. Uma vez no corpo do pássaro, o verme se reproduz e é excretado junto com as fezes, pronto para iniciar um novo ciclo. Falei que era impressionante!

*Eu me sentiria muito ocioso se estivesse no lugar dos cientistas que ficam observando insetos o dia inteiro.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Cientista quer criar capa de invisibilidade em 2 anos

A invisibildade sempre fez parte do imaginário humano. Capas, aparelhos, pílulas ou superpoderes. A literatura, os games e o cinema já exploraram o tema de diversas formas, seja na ficção científica, com naves gigantescas sumindo no céu, seja na comédia com rapazes ficando invisíveis para ver mulheres no vestiário.

Nos últimos tempos, vem-se ensanhando a criação de um dispositivo que dê invisibilidade a pessoas e objetos. Os japoneses já criaram uma roupa que dá alto "grau de invisibilidade" a alguém, mas quando percebemos que se trata de um aparelho que projeta na frente o que está atrás da pessoa, vem o pensamento: "Hey, isso não é invisibilidade!".

Mas agora parece que a coisa é séria. Um cientista escocês trabalha num projeto de capa de invisibilidade que explora as leis da refração, as quais permitem a transparência de certos materiais, a exemplo do vidro. Experiências anteriores que seguem a mesma linha de raciocínio alcançaram certo êxito, permitiram que objetos ficassem invisíveis a radares ao fazer as ondas simplesmente contornarem o obstáculo e se encontrarem do outro lado mantendo exatas direção e velocidade que anteriormente. É como se as ondas tivessem passado pelo vazio, pasmem!

O cientista Ulf Leonhardt trabalha no projeto há dois anos e se inspirou na Mulher Invisível e até na capa do Harry Potter, o que não tira sua credibilidade (sem ironia!). Ao que parece, seu invento terá forma circular. Agora, é esperar para ver, ou melhor, não ver.

Saiba mais.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Olhar fotos de guloseimas ajuda a emagrecer

A constatação veio de um experimento realizado na Holanda, com grupos de mulheres que estavam engajadas no emagrecimento. Em poucas palavras, funcionou assim: parte delas viu a foto de uma torta de chocolate e a outra a de uma flor. Depois, na hora do lanche, deveriam escolher entre um biscoito de chocolate ou um mais light, de aveia. Ao que parece, a visão tentadora do doce fez as mulheres se sentirem mais decididas e mais preparadas para resistir aos prazeres calóricos. Uma psicóloga chegou a sugerir que as pessoas que querem emagrecer deixem fotos de doces e afins na porta da geladeira.

Mas é bom deixar claro que o resultado por enquanto só vale para mulheres que querem emagrecer. Então, não se sabe (cientificamente) qual o efeito de fotos de guloseimas neste caso para outras pessoas. Eu, por exemplo, sou presa fácil para anúncios que mostram doces, bolos, pizza, cerveja, refrigerante gelado, churrasco e muitas outras coisas. E duvido muito que a maior parte das mulheres resiste quando vê uma foto tipo a deste post.

Vale citar o caso de uma professora: no livro dela tem a foto de um pudim muito apetitoso. Para evitar o sofrimento diário causado pela foto ao folhear o livro, ela resolveu colar um papel por cima.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Expressões faciais variam entre orientais e ocidentais ¬¬

Você já notou como os "emoticons" dos japoneses são diferentes dos nossos? E em como os animes e mangás concentram as expressões dos personagens nos olhos? Isso tudo é um reflexo das diferenças na hora de interpretar as expressões. Uma universidade escocesa realizou um estudo com ocidentais e orientais para identificar como pessoas de diferentes etnias fazem leitura das expressões. Basicamente, os orientais dão muita atenção aos olhos para tentar decifrar o que siginifica uma expressão T_T, já os ocidentais fazem uma leitura do rosto completo ;-/. É curioso o fato de que os japoneses, por exemplo, têm os olhos bem "fechados" e mesmo assim transmitem mais emoções com o olhar. O estudo revelou ainda que os povos orientais têm mais dificuldade para identificar a diferença entre raiva e nojo e entre medo e surpresa. Tudo isso pode ter influência no processo de globalização e consequências na relação entre pessoas de origem ocidental e oriental.

Fica aí a dica de algo a ser pensado na hora de elaborar campanhas para o público do outro lado do mundo. ^^

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Japoneses dão emprego de chef a robô



Esta notícia não é nenhuma descoberta científica, já que os japoneses têm muitos robôs bem mais avançados do que este do vídeo. Entretanto, o que mais chama atenção aqui é que este robô está realmente trabalhando em um restaurante, fazendo macarrão para clientes de verdade! Aquilo que a gente vê em feiras de ciência ou filmes de ficcção já está ali para quem quiser ver e experimentar.

A ideia de desenvolver o robô que faz noodles partiu de um fabricante da cidade de Nogoya, que abriu o restaurante. Isso tudo é no mínimo curioso. Hoje um robô trabalha no lugar de um chef. Já vi na internet robô babá, recepcionista, policial, carregador, empilhador e muitas, muitas outras funções. Como o Luiz, que sempre acompanha o blog, disse: "Daqui a pouco vão ter que inventar robôs para fazer compras e gastar dinheiro também." Tenho que concordar.

Vale a pena assistir.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Homens mais altos ganham mais, diz pesquisa

Mais essa agora. Um grupo de cientistas australianos realizou um estudo para determinar a relação entre a altura das pessoas e o salário que recebem. Foi constatado que, para os homens, 5 cm de altura a mais significam 1,5 % mais dinheiro. Este número representa cerca de 1 ano a mais de experiência no currículo, levando em conta toda uma carreira. Logo, um homem com 1,82m recebe mais que o "baixinho" de 1,77m. O estudo foi feito em vários países, incluive no Brasil. A hipótese científica para explicar tais resultados é o fato de que as pessoas respeitam e atribuem mais responsabilidades aos mais altos, pois eles são mais "imponentes". Mulheres também foram pesquisadas, entretanto não foi encontrada nenhuma relação considerável, mas vale citar que 10 cm de altura a mais já fazem diferença no salário delas.

Acredito que isso não seja um regra geral e que, como na maioria das constatações científicas relativas a comportamento e sucesso na vida, valem para grupos de pessoas e não para indivíduos.

Só sei que o Fred, meu amigo de 2 metros, vai ter um dia mais feliz quando ler isso.

Referência: G1

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Autoajuda não beneficia pessoas com baixa autoestima

Quer dizer que todos aqueles best-sellers mundiais, rankings e livros em destaque nas livrarias não servem para nada? É o que parece. Um estudo canadense comprovou que repetir pensamentos positivos para si só é bom para quem já tem boa autoestima, o que significa que é ruim para quem mais precisa de tal ajuda. O estudo também mostrou que ao pedir as pessoas para ter pensamentos negativos sobre si, quem é "triste" se sentia melhor. Talvez a gente goste mesmo é de ouvir um pouco de autocrítica realista.

A indústria da autoajuda é multibilionária, como propõe o artigo da BBC. Existe há mais de 150 anos, desde que o médico escocês Samuel Smiles (!!!) escreveu um livro sobre o tema e vendeu muito. Não nego que já li alguns livros do estilo e que até gostei. É muito bom ter a fugaz impressão de que a vida pode se resolver com uma simples receita de bolo.

Duvido muito que a autoajuda vai acabar depois de tudo isso. Mas, pelo menos, agora temos motivos concretos para criticá-la. Paulo Coelho que se cuide.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Primogênitos sofrem mais pressão, dizem mães

A relação entre irmãos, além é claro dos sentimentos positivos, sempre foi cercada de muita polêmica e acusações como "Você é o preferido da mamãe!" ou "Meu pai dá muito mais liberdade para você!". Muitas dessas polêmicas agora têm um respaldo científico significativo. Uma pesquisa foi realizada com mais de 10 mil mães do Reino Unido, por meio do site Netmums.com. Elas responderam a diversas perguntas e os resultados são impressionantes. Veja só alguns números:


Sobre o desempenho escolar
35% disseram que 1º filho teria rendimento melhor
6% disseram que seria o filho do meio
15% apostaram no mais novo

Vida Feliz
7% disseram que o filho mais velho teria uma vida feliz
35% disseram que o mais novo teria uma vida feliz

Ansiedade e Pressão
45% disseram que o mais velho sofreriam com esses problemas
6% disseram que isso poderia acontecer com o filho mais novo

Identificação
39% se identificavam com o mais velho
7% se identificavam com o filho do meio
6% se identificavam com o mais novo

Essa pesquisa deve ser um prato cheio para cientistas sociais e irmãos injustiçados. Surgem muitas conclusões a partir dos resultados. Talvez a experiência do primeiro filho seja cercada de expectativas, insegurança e misticismo. O que faz com que os próprios pais depositem todas as confianças e aspirações no primeiro filho. Passada a euforia da primeira viagem, o processo de criação dos outros filhos é mais tranquila, o que justifica alguns resultados citados acima.

Leia mais sobre esta interessante pesquisa.

Ouvido direito é mais eficiente, diz estudo

Essa descoberta não chega a ser tão inútil quanto soa aos ouvidos na primeira vez em que ouvimos. Este estudo foi feito por cientistas italianos por meio de uma série de experimentos diferentes. A primeira delas foi observando pessoas conversando em uma boate, no ambiente em que a música é ensurdecedora. Perceberam de 72% das conversas ao pé do ouvido eram feitas pelo ouvido direito. Em outro experimento, os pesquisadores falavam palavras em nexo e esperavam que as pessoas, em um gesto instintivo oferecessem um dos ouvidos para escutar melhor. O resultado é que mais da metade dos entrevistados oferecia o ouvido direito. Deve ter sido uma cena curiosa esse negócio de pesquisados falando enrolado. O terceiro experimento foi pedir cigarro ao pé do ouvido. No final das contas, os fumantes que foram no ouvido direito tiveram mais êxito. Ou menos, se for considerado que o cigarro faz mal à saúde, mas isso não vem ao caso agora.

A explicação científica para essa constatação é o fato de que a fala recebida pelo ouvido direita é processada do lado esquerdo do cérebro, o qual processa fala e linguagem rapidamente. Enquanto o lado direito é responsável por análise das emoções, fazendo a pessoa pensar mais e escutar menos. Uma outra prova da eficiência do ouvido direito é o simples fato de que a maioria de nós prefere falar ao telefone usando o lado direito.

Porém, na hora de cantar uma mulher na boate, pense duas vezes antes de ir direto ao ouvido direito. Se for uma proposta direta e indecente, por exemplo, a chance de levar um tabefe é grande.

Você pode ler mais sobre o assunto aqui.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Homens que casam com mulheres mais novas vivem mais, dizem dinamarqueses

Às vezes até parece que a natureza é um pouco machista. Veja só: alguns cientistas dinamarqueses realizaram um estudo analisando os óbitos de homens com mais de 50 anos. Descobriram que aqueles que eram casados com mulheres 15 anos mais novas, ou com uma diferença até maior, vivem até 20% mais. É um número absurdo se pensarmos que um homem normalmente morreria com 70 anos, viveria mais 14 com uma parceira bem mais nova. Claro que na realidade não é bem assim, afinal são apenas números. Mas a parte mais machista da história não está neste fato e sim na constatação de que no caso contrário, de uma mulher se casar com um homem bem mais novo, a longevidade pode diminuir em até 30%! O ideal para a mulher, segundo a estatística de longevidade dinamarquesa, é se casar com um parceiro que tenha uma idade próxima à dela. Aquela brincadeira "Vou trocar minha mulher de 50 por duas de 25" está mais atual do que nunca, até porque se sua mulher responder que vai te trocar por duas de 25, você pode mostrar esta pesquisa para ela.

Nota de sobrevivência: não troco minha gata por nada =]

segunda-feira, 25 de maio de 2009

As pessoas andam 10% mais rápido do que há 10 anos, diz estudo

Este estudo não é novo, ele foi publicado há dois anos, como alguns leitores devem perceber ao ler o título. Mas, devido à adequação que o tema tem com a proposta do Ócio Científico e à dica do amigo Luiz Oliveira, resolvi falar um pouco sobre esta espantosa constatação.

Foi realizada uma pesquisa com pessoas de 35 cidades ao redor do mundo, incluindo algumas capitais brasileiras. Tal pesquisa se constituia de um experimento simples, os voluntários eram monitorados enquanto percorriam normalmente uma distância de 60 pés, ou 18 metros. Curitiba aparece em 6º lugar no ranking! Descobriu-se que as pessoas andam em média 10% mais rápido do que o diagnosticado em uma pesquisa da década de 90. O que há de interessante e ingrigante neste resultado não é apenas o fato de andar mais rápido, mas o que é revelado por meio disto. O mundo está mais rápido, as pessoas almoçam correndo, têm mil compromissos por dia, estão sempre com pressa e comprotem a saúde. Além dos riscos relativos a ataques cardíacos e muitas outras doenças decorrentes da pressa cotidiana, há muitos outros pontos que podem ser discutidos, como o reflexo direto e físico da informação em velocidade frenética. O dia-a-dia urbano impõe um ritmo acelerado, ao qual as pessoas têm de se adaptar para tentar subir na vida e cumprir as exigências de uma carreira bem-sucedida, aos moldes e à velocidade do capitalismo moderno.

As cidades mais rápidas do mundo:

1: Singapore
2: Copenhagen
3: Madrid
4: Guangzhou (China)
5: Dublin
6: Curitiba

Pesquisa de 300 mil euros prova: patos gostam de água

Obviamente o espanto com esta notícia não é a revelação feita por uma pesquisa científica, até porque não se trata de nenhuma revelação. "Bastava perguntar a qualquer fazendeiro", é o que disse uma britânica, pagadora de impostos, como os jornais ingleses gostam de frisar. A vergonha alheia é maior ainda quando temos a informação de que a pesquisa foi feita dentro da tradicionalíssima Universidade de Oxford, um dos principais celeiros do conhecimento mundial.

A justificativa dada pela pesquisadora se apoia no fato de que descobriram que os patos preferem ficar debaixo de um chuveiro do que no laguinho ou na piscina. Portanto, com tais resultados melhorariam as condições higiênicas nas fazendas e a criação de patos, com penosos mais felizes e águas mais limpas. "Sem contar a questão ambiental, já que os laguinhos rapidamente ficam sujos." ¬¬

Mas precisava de gastar 300 mil euros, mais de 800 mil reais, para descobrir isso? Desta vez foram os ingleses que pagaram o pato. Literalmente.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Todo mundo se acha bonzinho, diz estudo


As pessoas têm uma imagem de si muito mais moral e bondosa do que elas realmente são, dizem psicólogos da universidade de Columbia. Esta constatação não é muito difícil de fazer sem um estudo científico, ainda mais dizer que quando falamos de nós mesmos, somos as melhores criaturas do universo e a culpa por todos os sentimentos e características humanas negativas fica por conta dos outros. O problema é admitir que a gente também entra neste balaio. Os pesquisadores realizaram alguns experimentos simples, a exemplo de perguntar aos estudantes de uma universidade se eles iriam comprar flores na festa beneficente. A pergunta foi feita 1 mês antes e 83% disseram que eles mesmos iriam comprar, enquanto declararam que apenas a metade dos seus colegas comprariam. Passada a festa, constatou-se que apenas 43% do total realmente compraram as tais flores. Ou seja, as previsões pessimistas sobre os outros é que acabaram predominando. A matéria que li comenta sobre muitos outros exemplos interessantes. Engraçado é o nome que arrumaram para tal traço psicológico da auto-imagem generosa: mais-sagrado-que-vós. Ao que parece, este sentimento tende a ser menos errôneo e mais realista quando a gente faz julgamento sobre uma situação pela qual já passamos. Então, se você vai dizer que toparia ou não fazer trabalhos voluntários junto aos mendigos da sua cidade depende de suas experiências anteriores. Não quer dizer que quem já tenha feito não vai fazer, só que quem já fez não vai falar mentira. O efeito "mais-sagrado-que-vós" é mais brando em sociedades de lugares que valorizam a interdependência, a exemplo da China e da Espanha.

Bom, acredito que meu lugar seja mesmo entre os chineses, então. Não posso ficar me misturando com pessoas que não têm tanta moral e generosidade como eu.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Cientistas aprendem a fazer a teia do Homem-Aranha

Poderíamos dizer de cara que o grupo de cientistas que aprendeu o segredo das teias do Homem-Aranha estuda em uma universidade de Nova Iorque e que eles são os maiores nerds e invejosos da cidade. Entretanto, o estudo das super teias de aranha veio da Alemanha. Os cientistas descobriram que adicionar pequenas quantidades de metais como zinco, titânio ou alumínio à teia confere ainda mais resistência ao material. Vale lembrar que naturalmente as teias já são mais resistentes que o aço!

Na matéria que li, há informações sobre estudos para fins médicos, como tratamentos para fortalecimento de ossos e tendões. Apesar de ter plena consciência de que por si essas possibilidades já seriam um grande avanço, acredito que tal tecnologia possa ter implicações muito maiores. Uma delas seria a confecção de coletes e capacetes à prova de bala ainda mais resistentes que kevlar, por exemplo. Poderia haver uma revolução em toda a indústria, pois todos os cabos e materiais de resistência seriam substituídos, além de milhares de outros avanços mundiais.

Mesmo diante da perspectiva de tanta mudança, ainda acho que o mais legal seria transformar quem quisesse em Spider-Man!

terça-feira, 14 de abril de 2009

Pensar e agir como pessoas mais novas rejuvenesce, diz Harvard

Sabe aquele tiozão ridículo que tem 60 anos nas costas mas quer agir como se tivesse 20, 30? Ou aquela mulher que não aceita a idade, pintando o cabelo e escondendo as rugas, achando que por isso vai ficar mais nova de verdade? Eles estão certos. Uma série de resultados, acumulados por estudos realizados durante muitos anos na universidade de Harvard, mostra que pensar e agir como pessoas mais novas faz muita diferença. Foi realizada uma experiência com idosos de 70 a 80 anos, os quais foram convidados a pensar como se tivessem 20 anos a menos na idade. Além de velhinhos mais animados, depois de uma semana diagnosticou-se melhoras significativas na flexibilidade das juntas e da osteoporose, por exemplo. Notou-se, ainda, mudanças na forma com que o próprio cérebro trabalha.

As pesquisas trouxeram muitos resultados impressionantes, mostrando que a saúde do corpo e da mente estão estreitamente ligados à maneira com que nos posicionamos em relação ao mundo, na forma com que “medimos” a nossa idade. Essa mensuração ocorre pelos estereótipos do dia-a-dia, pelas roupas que cada faixa etária usa, pelas atividades, hobbies e assuntos de cada geração. Prova disto é o fato de que trabalhadores que usam uniformes têm menos problemas de saúde do que quem tem que escolher uma roupa adequada e ser lembrado da sua posição social todas as manhãs.

É tudo uma questão de ponto de vista. Um exemplo é um experimento realizado durante um exame. Normalmente, as pessoas viam primeiro as letras maiores e tentavam continuar lendo enquanto o tamanho diminuía, até chegar a um ponto que ficariam ilegíveis. Os cientistas resolveram inverter o processo, logo, os pacientes veriam primeiro as letras menores. As conclusões foram impressionantes. No segundo momento, os resultados foram muito melhores, as pessoas realmente enxergavam mais letras menores. Tudo isso porque simplesmente não esperavam que fosse assim, não estavam se preparando para não conseguir ler as letras menores.

Esta é uma das matérias mais legais que já comentei aqui no blog. Por isso, ao invés de fazer piadinhas, vou correndo contar ao meu pai que ele está certo.

Vale a pena conferir aqui.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Cachorros realmente se parecem com os donos, diz estudo

Um estudo realizado com americanos sugere que o raciocínio - superficial e impregnado por estereótipos - de que os cachorros se parecem com seus donos é verdadeiro. A pesquisa foi realizada com homens e mulheres que não tinham cães e precisavam relacionar três raças de cachorros com fotos de quem tem o animal em casa. Algo totalmente aleatório, para começar. O que surpreende é que em mais da metade das vezes as pessoas conseguiram relacionar corretamente os donos com seus cachorros. Quando você ver um poodle na rua, terá grandes chances de ver uma madame conduzindo o cãozinho ou vice-versa. Engraçado como logo vem à mente a expressão “Pitboy” utilizada para descrever homens que lutam e/ou fazem muitos exercícios físicos para ganharem grande massa muscular e desfilam na rua de camiseta regata ao lado de um pitbull bravo. Poderíamos fazer uma extensa lista relacionando estereótipos de pessoas com raças de cães e falar, por exemplo, que baixinhas têm pequinês, faladores têm pincher, orientais criam shih-tzu e todos os vagabundos do mundo têm vira-latas. Mas isso se mostra uma extrema injustiça, até porque eu tenho um. E, além disso, o estudo sugere que esta relação de aparência entre donos e seus cães é apenas superficial, não se aplicando a questões como a personalidade e o comportamento. Mas tenho certeza de que, depois de ler isso, muita gente vai pensar duas vezes antes de passear com um bulldog.

A matéria está aqui.

quarta-feira, 25 de março de 2009

Mulheres que bebem vinho tinto tem libido maior, e as que não comem carne, menor. É o que dizem os italianos.

Um estudo publicado recentemente na Itália sugere que as mulheres que consomem frequentemente vinho tinto possuem níveis de desejo sexual consideravelmente mais alto do que as que não consomem. A pesquisa foi realizada com 789 mulheres - um número razoável que nos dá uma certa segurança em relação aos resultados - na região de Chianti, na própria Itália, lugar conhecido pelos seus bons vinhos, o que significa que muitas bebem com frequência. As razões científicas, que explicam tal conexão entre o vinho e o desejo sexual, não são as mais óbvias como muita gente deve pensar ao começar a ler este post: “Mas é claro, se a mulher está bêbada, as coisas são mais fáceis”. Para início de conversa, os níveis de álcool considerados no estudo são apenas normais e dizem respeito à frequência com que se consome o vinho e não à quantidade de cada vez. As responsáveis por este efeito são as moléculas polifenóis, os quais são encontradas em centenas de vinhos e também no chocolate! Esta é a origem para a fama de afrodisíaco que o chocolate tem. Como bem pontuou Roberto Gerosa, jornalista da Veja que escreveu esta matéria sobre o assunto, o estudo também revelou que as adeptas do vegetarianismo apresentam menos libido que as mulheres “carnívoras”. Isso ocorre em função da deficiência de zinco, que diminui a testosterona. Já li em muitos lugares que o consumo regular de vinho tinto é ótimo para a saúde, mas também já li que esse hábito é responsável por aumentar as chances de se ter câncer. Portanto, ainda não me decidi sobre o assunto hehe. Mas, agora preciso parar de escrever. É que hoje vou preparar um jantar a dois. O cardápio? Filé ao molho madeira, uma garrafa de Cabernet Sauvignon e uma sobremesa com muito chocolate.

quinta-feira, 19 de março de 2009

“Customize um bebê” anuncia clínica americana

O tema já foi explorado pela ficção científica e largamente utilizado por professores de genética na hora de falar das futuras implicações da manipulação dos genes, considerando um futuro distante ao qual não estariam aqui para ver ou que, até mesmo, nem aconteceria na realidade. O fato é que há alguns anos a escolha das características físicas de pessoas já ocorre em experimentos ao redor do mundo. Agora, a clínica Fertility Institutes, de Los Angeles, anuncia que vai disponibilizar em 2010 tal serviço para seus clientes. As discussões éticas começam a pipocar novamente pela internet e pela mídia em geral. Isso acontece todas as vezes que a ciência anuncia um passo mais “ousado” da genética ou da utilização de células tronco. Entretanto, desta vez a resposta não parece assim tão óbvia. Antes a pergunta era: “Devemos utilizar células tronco para salvar vidas e simplesmente passar por cima de questões religiosas idiotas?”. Agora, a configuração da coisa é um pouco diferente. Um dos benefícios inquestionáveis é a chance de livrar os bebês de doenças genéticas. Mas pontos mais complexos surgem logo no início da discussão: você já imaginou se todo mundo simplesmente quiser bebês loiros de olhos azuis, ou características que deixam a pessoa de uma forma ou de outra mais bonita? É como se todos quiséssemos enganar a seleção natural, deixar de dar aos nossos filhos nossos próprios traços, eliminar etnias inteiras de uma hora para outra e desequilibrar os gêneros. Você prefere que seu filho seja garantidamente bonito ou que simplesmente se pareça com você? Não conheço as opções que a Fertility oferecerá, mas tenho certeza de que se esta questão for realmente levada a sério, haverá muitas discussões ferrenhas ao redor do mundo. Prometo postar algo mais aqui, quando souber mais e puder assumir minha posição sobre o tema, com argumentos racionais.

Por enquanto, ficam no ar as dúvidas do que vem por aí. Mas já podemos especular e dizer que muitos cientistas ociosos ao redor do mundo vão criar empresas para copiar pessoas famosas, oferecer filhos campeões olímpicos, gênios e tudo mais. Estaríamos caminhando para um mundo subdividido por castas genéticas e funções sociais definidas de forma pré-natal, como em “Admirável Mundo Novo”?

Para ler mais sobre o assunto, clique aqui.

terça-feira, 10 de março de 2009

Pensar cansa, provam cientistas

Não há quem duvide que pensar deixa as pessoas cansadas psicologicamente. Mas, além disso, como comprova um estudo britânico, pensar também deixa a gente cansado fisicamente. O estudo foi feito da seguinte forma: primeiro, as pessoas participavam de atividades em um computador que exigiam muita atenção e reflexos rápidos, depois se exercitavam durante uma hora em uma bicicleta ergonômica. No outro dia, estas pessoas de bem que concordam em participar de experimentos científicos pela humanidade (aliás, que tipo de pessoa participa dessas atividades e com que interesses?), assistiram um documentário sobre carros e motos durante uma hora e meia e depois fizeram novamente os exercícios com a bicicleta. Depois de analisar os resultados das medições feitas durante todas as atividades, os cientistas afirmaram que não houve, nas atividades mentais, maior requisição dos sistemas respiratório e circulatório. A surpresa veio na análise dos resultados das atividades na bicicleta: no primeiro dia, depois de se esforçar com o raciocínio, as pessoas obtiveram uma performance 15% menor nos exercícios físicos! Portanto, é melhor que os atletas busquem a paz da ignorância antes das competições e que você não faça academia depois de um brainstorm. Pelo o menos, agora os nerds, geeks, preguiçosos e filósofos têm uma desculpa consistente para justificar o fracasso nos esportes em geral.

Matéria aqui.

segunda-feira, 9 de março de 2009

Bebedores mais velhos são menos capazes de saber quando estão bêbados

Aquele churrasco da família sempre foi uma inspiração para os recrutas alcoólicos, vendo os pais e os tios enchendo a cara de cerveja, com direito a uma ou outra dose de pinga, encarnando exemplos e ideais de resistência etílica. Mas, os barrigudos ídolos bebedores não merecem toda essa moral, pelo o menos é o que diz um estudo publicado no “Jornal dos Estudos Sobre o Álcool e as Drogas”, a partir dos resultados de uma pesquisa realizada com pessoas com idade entre 25/35 e 50/74. O estudo mostra que bebedores de ambas as faixas etárias sofrem com o efeito do álcool logo nos primeiros copos, ou cálices, mesmo que tais níveis sejam inferiores ao permitido pela lei. Depois de alguns goles e outros, na mesma quantidade, é claro, os participantes foram convidados a preencher uma ficha declarando seus níveis de embriaguez. A surpresa é que os jovens são mais capazes de dizer quando já estão alterados, enquanto os mais velhos não sabem falar “Acho que já bebi demais”. A consequência de tudo isso é que os veteranos da bebida acabam realmente ingerindo bem mais álcool que os jovens, transmitindo uma imagem de resistência e experiência, enquanto, na verdade, estão seguindo seu caminho para diversas doenças e situações de risco, afogando a saúde. Como a lei da natureza diz que todos vamos envelhecer, é natural pensar que quem aprecia os benefícios sociais e psicológicos da cerveja irão, hora ou outra, perder a capacidade de dizer que estão satisfeitos. Como bom amigo da cerveja, não ficarei aqui falando dos inúmeros malefícios deste hábito. O que importa é que agora temos um bom motivo para caçoar dos reis do copo. Um brinde aos cientistas ociosos!

Matéria completa aqui.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Comerciais de TV te deixam mais feliz, diz pesquisa

Caros colegas publicitários criativos, antes de mais nada, vou logo avisando que a notícia não é tão boa assim como parece. Um estudo americano foi realizado com milhares de pessoas para levantar informações sobre o hábito de ver televisão. Os resultados foram impressionantes, pelo o menos no que diz respeito à propaganda. O dado curioso é que o fato de existirem interrupções para comerciais aumenta o entretenimento do espectador, ou seja, quando tem propaganda o programa fica mais divertido! Seria porque a maioria dos comerciais têm um apelo engraçado ou porque muitos deles têm piadinhas inteligentes? Infelizmente não. O estudo revelou que o importante é acontecer uma pausa no programa, gerar a expectativa em quem assistindo e dar um sentimento de alívio quando o filme ou novela voltar. Logo, não importa se a propaganda é uma super produção que vai ganhar leão em Cannes ou apenas uma peça entediante de testemunho do Magrins ou de demonstração do produto, como faz o Polishop. Portanto, os publicitários ainda têm que se contentar com o fato de que as pessoas fazem o que podem para não ficar vendo propaganda e não ligam para o comercial na maioria esmagadora das vezes. Nem mesmo se a pessoa for bombardeada por mensagens.

É bom que a indústria não utilize tais resultados para inserir ainda mais propagandas por aí, com a desculpa de que vai deixar as pessoas mais felizes. Tenho que admitir que propaganda que deixa feliz ou é brinde ou promoção.

Existem exceções, é claro: alguns comerciais do Washington Olivetto, do Eugênio Mohallem, uns 15 da Coca-Cola, da Nokia e todos da Apple. :-)

Você pode ler esta notícia bombástica aqui.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Mosquito sobrevive no espaço, dizem russos

Cientistas russos enviaram milhares de seres para o espaço, incluindo bactérias, fungos, plantas, mosquitos e talvez outros tipos de animais. O objetivo da pesquisa era estudar a reação de tais seres em condições severas e grandes oscilações de temperatura, radiação e luminosidade. Depois de 18 meses na estação espacial, a Arca de Noé microscópica voltou com uma surpresa: uma das espécies de mosquito ainda estava sã e salva, buzzindo e voando alegremente na esperança de voltar a azucrinar o sono de humanos.

Tentando abandonar a parte engraçada da descoberta para falar um pouco sério, é impressionante saber que seres relativamente complexos podem sobreviver a condições tão extremas. O estudo traz ainda informações sobre outros tipos de mosquitos que conseguiriam viver no vácuo, expostos a altos níveis de radiação por muito tempo, podendo até mesmo se reproduzirem em tais condições. Resta saber se o resultado do estudo abre espaço para muitas outras descobertas impressionantes, como mosquitos extraterrestres, ou apenas corrobora o pensamento de que os russos bebem muita vodka antes de fazerem qualquer coisa.

Notícia aqui.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Homens e mulheres cometem pecados diferentes, diz Vaticano

Não precisa ser expert em ciência ou em religião para saber que homens e mulheres tem lá seus “pecados” e que são diferentes. De qualquer forma, é interessante observar os resultados desse estudo inusitado feito pelo Vaticano por meio da análise de confissões recebidas por um padre jesuíta durante uma vida inteira. Segundo a pesquisa, nós homens cometemos mais o pecado da Luxúria, que pode ser descrito como “desejo passional e egoísta por todo o prazer sensual e material”, segundo a Wikipedia. Concordo plenamente com esse primeiro resultado. Se não houvesse desejo sexual e egoísmo logo de cara quando falamos de pecados do homens, o estudo perderia o crédito. Em seguida, vem a gula e a preguiça. Esses resultados estão fazendo tanto sentido e são tão óbvios, que chega a ser fácil duvidar que precisamos de uma pesquisa longa para descobrir as respostas! Já no lado feminino, o pecado campeão é a soberba, o sentimento negativo de superioridade. Concordo plenamente. As mulheres sempre tentam parecer melhores que as outras mulheres, principalmente. Assumem um ar misterioso e se fazem de difíceis, calçam salto-alto e tudo mais. Brincadeira hehe (em parte!). Em seguida, vem inveja e ira entre os pecados mais cometidos por elas. Engraçado isso. Uma interpretação livre nos permite dizer que os pecados dos homens tem mais a ver com os instintos que atravessaram eras evolutivas, com os mecanismos que fizeram diferença durante esse processo. Afinal, desejo sexual garante a reprodução e manutenção da espécie, gula e preguiça possibilitaram que nossos ancestrais comessem muito quando obtinham alimento e depois descansassem para economizar energias. Já os pecados femininos são mais sociais, dizem respeito sobretudo à relação entre as próprias mulheres e a ascensão pessoal. Podemos dizer que são sentimentos mais modernos e menos primitivos, o que não significa que fazem menos sentido ou são melhores ou piores que os dos homens. Enfim, é bom saber que existem pessoas ociosas pensando em coisas legais até lá no Vaticano. Quem diria.

A matéria sobre este assunto pode ser lida aqui.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

DARWIN, Charles

Abro aqui uma exceção. Hoje completam 200 anos desde o nascimento de um grande cientista e, apesar das notícias engraçadas, este continua sendo um blog científico!

Antes de Darwin, a ciência era uma. Depois de Darwin, é outra. Apesar de toda a coerência lógica, a base em observações e os 20 anos de confecção do livro “A Origem da Espécies”, as ideias do cientista inglês não foram aceitas de imediato pela comunidade científica. Talvez por serem revolucionárias até demais, o que provocaria uma reviravolta em todo o conforto do conhecimento sedimentado em torno da biologia até então. Mas ideias tão brilhantes não poderiam ficar no escuro para sempre. Finalmente ocorreu a devida atenção às teorias darwinistas e o mundo caiu em deleite sobre a magnitude de tais ideias, as quais provocam discussões e não apenas sobrevivem às novas descobertas, como o DNA, mas se agregam a elas e geram um conhecimento incrível.

Dizem que a Teoria da Seleção Natural não pode explicar muitos mistérios importantes da ciência e que há “elos perdidos” nos diferentes estágios evolutivos do homem por exemplo. Mas muitos cientistas dizem ter provas – fósseis- que contradizem esses elos perdidos e que na verdade tal veemência sobre os estudos evolucionistas parte de religiosos.

Sempre gostei de ciência. Mas depois de estudar a Teoria da Evolução, no 3º ano do ensino médio – tardiamente talvez – passei a gostar 10 vezes mais. Tudo faz muito sentido e é impressionante. Quando paramos para pensar, analisando as características físicas e psicológicas das pessoas e a forma dos animais; quando pensamos em conceitos como feio e bonito, bom ou ruim, olhamos para o comportamento das pessoas e para a constituição do meio ambiente: a Teoria da Seleção Natural está ali para nos ajudar a entender. Uma vez li um livro fantástico “A Culpa e da Genética”. Essa obra é uma leitura deliciosa para quem quer saber um pouco mais sobre genética e evolução, por meio de uma linguagem simples e de exemplos do nosso dia-a-dia, da nossa sociedade. Tudo que está ali faz muito sentido e não é à toa.

Hoje fazem 200 anos que Charles Darwin nasceu. A isso se deve as inúmeras reportagens especiais que pipocam pela internet e por todos os meios de comunicação. Mas Darwin é algo que deve ser estudo por todo mundo, deve ser utilizado para entender o ambiente e a história das espécies. A Teoria da Evolução é mais que algo específico da biologia. É praticamente uma Lei da Gravidade.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Cientistas criam máquina que lê a mente

Calma. É um grande passo para a ciência e um pequeno passo para o homem. Ou melhor, um pequeno gole. O experimento realizado por cientistas canadenses foi feito da seguinte forma: as pessoas colocavam na cabeça uma espécie de banda tecnológica que mapeia o cérebro e mostra os níveis de atividade nas mais diferentes áreas. Os estudiosos já haviam identificado as áreas do cérebro nas quais há maior fluxo de oxigênio e onde há menos, quando uma pessoa experimenta algo que gosta ou que não gosta, sendo que essa variação depende de cada indivíduo. Depois de feitos os ajustes, os cobaias foram convidados a experimentar uma série de bebidas e dar nota de 1 a 5 para cada uma. Ao final, os resultados escritos pelos próprios participantes eram comparados com o diagnóstico da máquina-que-lê-mentes. O resultado foi uma margem de 80% de acerto, um número impressionante diante das implicações que tal experiência pode gerar no futuro. Philip Kotler e outros marketeiros devem estar brindando com suas bebidas preferidas neste exato momento, afinal não mais dependerão dos não tão exatos métodos de pesquisa de mercado atuais para testar e emplacar de forma bem sucedida novos produtos e serviços no mercado. Claro que as consequências vão muito além do que meu cérebro publicitário não-mapeado podem imaginar, mas posso inferir, com base na própria matéria do estudo, que tal experimento mesmo em estado prematuro pode ajudar-nos a perceber as preferências de crianças muito pequenas e pessoas que por algum motivo não podem expressar suas vontades. A ciência é maravilhosa. Um brinde aos cientistas ociosos!

A materia está aqui.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Formigas conversam no formigueiro, diz estudo

Este estudo que vou comentar talvez seja o mais genuíno em termos de ociosidade científica até agora. Diante da descoberta de que as formigas conversam no formigueiro, temos a explicação do curioso fenômeno que ocorre quando um pequeno pedaço de bolo de chocolate cai no chão. Rapidamente o fragmento de guloseima é cercado por dezenas de formigas famintas, organizadas na tarefa de levar o máximo de açúcar para o seu lar. A hipótese mais provável é a de que uma única formiga sinta o cheiro da quitute e chegue no formigueiro gritando em formiguês: “Pessoal, caiu bolo de chocolate no chão da sala, vamos todas correndo antes que a vassoura apareça!”. A partir desta situação imaginária, podemos supor e acrescentar ao estudo que, além de conversar no formigueiro, as formigas são muito fofoqueiras.

O mais engraçado de tudo isso é que os cientistas utilizaram mini auto-falantes especialmente criados para formigueiros. Então, reproduziram sons parecidos aos que a rainha emite e perceberam mudanças de comportamento imediatas nas operárias, as quais assumiram, durante horas, posição de guarda. A questão da comunicação por meio de sons é tão séria dentro do formigueiro, que serve até mesmo como fator decisivo para a ascensão social das formigas! Existem ainda muitos predadores, incluindo uma larva de borboleta, que conseguem expelir secreções e emitir sons parecidos com os das formigas, enganando as pobres criaturas falantes e fazendo a festa dentro do formigueiro.

Logo, ao invés de inseticida e naftalina, em alguns anos usaremos mini auto-falantes para espantar as formigas de nossas casas.

Notícia aqui.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Fazendeiro que dá nome a vacas obtém mais leite

Uma pesquisa foi realizada com mais de 500 fazendeiros da Grã-Bretanha para de terminar a relação entre a produção de leite e a forma com quetratam as vacas. Descobriu-se que as vacas com nome dão até mais 285 litros de leite a mais por ano. Segundo os fazendeiros, tais resultados não são de se espantar, já que as vacas que recebiam mais "atenção e carinho" notoriamente davam mais leite. Não sei por quê, mas o único nome que me vem à cabeça quando olho para uma vaca é "Mimosa". Será que se todas as vacas forem nomeadas igualmente vão continuar dando leite, ou elas também têm orgulho e isso vai acabar provocando um efeito contrário? Para quem tem um animal doméstico a ideia de que eles pensam, têm personalidade e apresentam diferentes comportamentos dependendo da forma com que são criados é mais que óbvia. Arrisco dizer que a mesma regra para vale para todos os animais domesticáveis e para muitos outros. Alguns cientistas malucos (japoneses, claro) já até fizeram estudos com plantas para tentar provar que os seres vegetais também "pensam", mas essa é uma discussão que não cabe aqui agora. O que importa é que aquela velha expressão popular vai ganhar sua versão láctea, com um significado bem positivo: "Vamos dar nomes às vacas".

A reportagem está neste link.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Mulheres têm pesadelos e homens sonham com sexo, diz estudo

Finalmente está explicado aquele péssimo mau humor que as mulheres têm quando acordam. E depois de uma justificativa dessas, é bom até dar um desconto para elas. Um centro de pesquisa inglês fez o estudo com aproximadamente 200 pessoas, metade de cada gênero, para descobrir as diferenças entre os sonhos de homens e mulheres. Acabaram chegando a esta conclusão que é, no mínimo, cruel. Nós homens temos que agradecer a Deus numa hora dessas (permitam-me uma licença poética aqui, já que é um blog científico) por termos sido presenteados com essa dádiva dos travesseiros. A hipótese levantada pelos pesquisadores a partir de tais resultados é que o sono das mulheres é habitado por problemas relacionados ao dia-a-dia, por memórias ruins e o medo de algo acontecer com as pessoas queridas, pois elas levam essas preocupações na mente e isso acaba se manifestando nos sonhos. A sexualidade, estatisticamente falando, aparece menos nos sonhos femininos e é menos "picante", o que pode ser explicado pelo fato de as mulheres serem mais contidas. Não há uma explicação clara, na matéria sobre o estudo, para os sonhos mais prazerosos dos homens. Podemos inferir que seja porque os homens pensam mais em sexo e são mais extrovertidos nesse assunto. É possível ir bem mais além, divagar sobre o papel de homens e mulheres na natureza, começando pelas diferenças numéricas astronômicas entre os gametas. Mas não temos informações para isso agora.

O que importa é que quando você ver uma mulher dormindo em pleno R.E.M. acorde-a imediatamente para salvá-la do pesado. Mas se você ver um homem no estado R.E.M e acordá-lo, aí sim vai ver o que é mau humor de verdade.

A notícia está aqui.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Nomes incomuns podem levar jovens ao crime, diz estudo

É algo curioso o fato de que os bandidos, normalmente, têm nomes estranhos. Achei que isso ocorria apenas nos filmes, para acrescentar mais maldade e tornar o vilão icônico e singular. Mas, parando para pensar um pouco, existem muitos casos reais de criminosos com nomes incomuns. A exemplo do Lindemberg, assassino da Eloá e do famoso Lampião, cujo nome não era nada menos que "Virgulino". Não é à toa que não se vê muitos bandidos chamados Bruno, Pedro e Tiago, por exemplo.

O estudo norte-americano, na verdade, mostra como pessoas que possuem o primeiro nome incomum têm mais chances de se tornar criminosos. As razões enumeradas pelos pesquisadores fazem bastante sentido. O primeiro fator é que as pessoas economicamente desfavorecidas tendem a colocar nomes incomuns nos filhos e, infelizmente, há uma estreita ligação entre pobreza e criminalidade. Segundo, os empregadores tendem a discriminar quem tem nome estranho para trabalhos de certas naturezas, o que representa um obstáculo a mais para essas pessoas na hora de conseguir trabalho. A terceira razão é que quem tem nome incomum é tratado de forma diferente pelos outros, viram motivo de chacota na escola, ganham apelidos maldosos, sentem mais dificuldade para se inserirem em círculos sociais e são associados com terroristas internacionais (a exemplo de um amigo meu, chamado Habib). Há ainda, o fato de que a própria pessoa não gosta do seu nome. Mas, diante de tantas desgraças enumeradas apenas em função de um nome diferente, não é de admirar que as pessoas se revoltam.

Claro que tais motivos não se aplicam à maioria das pessoas, afinal um nome é só um nome. Essa pesquisa não pode servir como base para preconceito. O contrário pode gerar problemas também. Eu, por exemplo, nem olho para o lado quando escuto gritarem "Bruno" na rua.

A matéria está aqui.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Cientistas investigam por que só humanos sentem vergonha


Ainda não foi comprovado cientificamente, com base na Teoria da Evolução, qual é o real papel da vergonha no ciclo da vida. Na minha ignorância leiga, arrisco dizer que a vergonha seja um mecanismo de promoção social, tão importante para o alcance da reprodução bem-sucedida e dos objetivos da vida em geral. Importar-se com o que os outros pensam da gente e sentir vergonha quando acontece algo que pode denegrir uma relação social, ou nossa própria imagem, diminui a ocorrência e situações que confirmem tais temores. É óbvio que os cientistas já pensaram nisso, talvez seja a primeira hipótese que eles descartaram por meio de pesquisas. A vergonha é algo muito mais complexo que um mecanismo de promoção social. Como explicar a vergonha que sentimos ao aparecer em público? E a vergonha que sentimos pelos outros? Seria, no primeiro exemplo, o confronto da ascensão social rápida com a possibilidade de uma queda mais rápida ainda? Muitos outros exemplos de situações vergonhosas podem ser citados. Mas eu tenho medo e vergonha de falar mais besteira.

No dia 12 de fevereiro, completarão 200 anos do nascimento de Charles Darwin. É certo que haverão notícias aos montes, além de especiais sobre a vida deste cientista fascinante e de seu triunfo: a Teoria da Evolução, com a linha de raciocínio da Seleção Natural. Confesso que depois de estudar Darwin na escola e de ler alguns livros sobre tal teoria, minha forma de ver o mundo mudou totalmente. Considero que esta seja uma das coisas mais inteligentes e que fazem mais sentido que já vi na vida. Muitas lacunas existem na Teoria da Evolução, dentre elas a vergonha e a própria origem da vida. Mas mesmo assim continua fascinante. Vou escrever algo mais completo sobre Darwin em alguns dias.
Li a notícia aqui.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Cortar calorias pode melhorar memória, diz estudo


Desta vez o estudo vem da Alemanha. Fizeram uma pesquisa com dois grupos de pessoas com idade de aproximadamente 60 anos. Um grupo diminui a ingestão de calorias em 30%, o outro, continuou a saborear os chás da tarde com bolinho de chuva e o chope à noite, afinal os alemães são o povo que mais sabe apreciar as maravilhas da cevada, pelo o menos entre as pessoas que já conheci na vida até agora. No primeiro encontro, os dois grupos fizeram um teste de memória, e depois de 3 meses depois de suas respectivas dietas, fizeram novamente o tal teste. O primeiro grupo, dos inimigos do açúcar, conseguiu resultados consideradamente melhores, alcançando mais pontos do que na primeira vez que realizaram o teste, enquanto o segundo grupo manteve a pontuação. Seria mais um grande motivo para todos fazermos dietas? Depois de lembrar de outras pesquisas que apontam os malefícios de uma dieta deficiente e das doenças decorrentes da neura com o peso - além dos mecanismos gulosos que nos permitiram evoluir e atravessar milênios - prefiro continuar com meus 100% de ingestão de calorias.

Além do mais, tenho a ligeira impressão de que essa ligação entre dieta e memória tem mais a ver com lembrar de que está com fome e decorar quais são os alimentos calóricos e proibidos do que com qualquer outra coisa.

A descoberta científica na íntegra está aqui, no portal G1.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Estudo liga atividade sexual a câncer de próstata

Inicio o blog com uma descoberta científica que abala, condena e não muda em nada a vida masculina. Um estudo inglês, publicado recentemente, sugere que um grupo de homens com idade entre 20 e 40 anos e com atividade sexual intensa apresentam maior índice de câncer de próstata do que homens não tão "ativos". Seria a hora de todos mudarmos a vida sexual e aderirmos ao sexo apenas em função da procriação, para assim preservarmos a saúde no futuro e ainda evitarmos frequentes visitas ao urologista para exames contrangedores? Talvez o cérebro processe essa probabilidade mas em seguida mostre que é uma besteira. Não que o estudo científico esteja errado. Mas, convenhamos, mexer com essa parte tão vital do nosso ciclo? Seria contrariar algo muito importante totalmente ligado ao que muitos cientistas já elegeram como um grande objetivo da vida: a procriação. Logo, é uma contradição abstrair-se do sexo para não ter uma doença. Um pensamento extremamente racional e razoavelmente assexuado poderia dar conta do recado. Uma pessoa que esteja acima dessas coisas meramente carnais, quem sabe. Mas como a maioria da população masculina não se encontra nesse patamar, acredito que tal estudo contribua apenas para a importância de uma pergunta específica (e cretina) na avaliação da saúde e da probabilidade de doenças: "Qual sua frequência sexual?".

Para ver a notícia na íntegra, publicada no portal UAI, é só clicar aqui.



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