quarta-feira, 13 de maio de 2009

Todo mundo se acha bonzinho, diz estudo


As pessoas têm uma imagem de si muito mais moral e bondosa do que elas realmente são, dizem psicólogos da universidade de Columbia. Esta constatação não é muito difícil de fazer sem um estudo científico, ainda mais dizer que quando falamos de nós mesmos, somos as melhores criaturas do universo e a culpa por todos os sentimentos e características humanas negativas fica por conta dos outros. O problema é admitir que a gente também entra neste balaio. Os pesquisadores realizaram alguns experimentos simples, a exemplo de perguntar aos estudantes de uma universidade se eles iriam comprar flores na festa beneficente. A pergunta foi feita 1 mês antes e 83% disseram que eles mesmos iriam comprar, enquanto declararam que apenas a metade dos seus colegas comprariam. Passada a festa, constatou-se que apenas 43% do total realmente compraram as tais flores. Ou seja, as previsões pessimistas sobre os outros é que acabaram predominando. A matéria que li comenta sobre muitos outros exemplos interessantes. Engraçado é o nome que arrumaram para tal traço psicológico da auto-imagem generosa: mais-sagrado-que-vós. Ao que parece, este sentimento tende a ser menos errôneo e mais realista quando a gente faz julgamento sobre uma situação pela qual já passamos. Então, se você vai dizer que toparia ou não fazer trabalhos voluntários junto aos mendigos da sua cidade depende de suas experiências anteriores. Não quer dizer que quem já tenha feito não vai fazer, só que quem já fez não vai falar mentira. O efeito "mais-sagrado-que-vós" é mais brando em sociedades de lugares que valorizam a interdependência, a exemplo da China e da Espanha.

Bom, acredito que meu lugar seja mesmo entre os chineses, então. Não posso ficar me misturando com pessoas que não têm tanta moral e generosidade como eu.

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