É muito comum ter um refrão ou mesmo uma música inteira ecoando na nossa cabeça por vários dias. Mesmo que isso não seja tão agradável, afinal músicas ruins tendem a grudar facilmente. Às vezes, uma canção pode retornar às nossas mentes depois de muitos anos, pegando carona em uma outra lembrança.
Mas, afinal, por que isso acontece? Este fato foi pesquisado por poucos cientistas até hoje e sua explicação reside no emaranhado de sentidos, significados e conexões que é o cérebro humano. Uma psicóloga americana, a Dra. Vicky Williamson, vem estudando o fato há vários anos, o qual tem até um termo próprio em inglês: "earworm", algo como parasita de ouvido.
A música é uma experiência multi-sensorial, a qual pode ser associada a lugares, pessoas, gestos (principalmente para os músicos) e até sensações. Logo, elas podem ser guardadas na memória junto com outras lembranças e serem acessadas de muitas maneiras. Basta um pequeno estímulo, como ler a palavra que está no refrão de uma canção, e os instrumentos já começam a tocar novamente. Experiências ruins e traumáticas têm alto potencial para grudar músicas no seu ouvido, assim como os bons momentos: é por isso que todo mundo tem uma música para lembrar de quem gosta.
A doutora Williamson criou um site para registrar experiências de seus visitantes, inclusive o nome da música que estava grudada em sua cabeça. De uma maneira geral, as músicas são bem variadas, o que demonstra que isso é uma experiência pessoal. Entretanto, é comum que alguns 'hits' apareçam com maior frequência.
E você, tem alguma música grudada no ouvido? Se for "Ai se eu te pego" ou uma música que você não queira, basta seguir o conselho dos cientistas: tente achar outra para grudar no lugar.
Rerefência: BBC News Magazine
quarta-feira, 7 de março de 2012
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
Fique mais inteligente mascando chiclete
Uma pesquisa publicada recentemente pela St. Lawrence University, do estado americano de NY, revela os benefícios cognitivos de se marcar chiclete. Um experimento foi realizado com 159 pessoas e se tratava de uma longa bateria de testes de raciocínio. Para a metade dos voluntários foram distribuídos chicletes com e sem açúcar, enquanto a outra metade não mascou nada. Surpreendentemente, em 5 de 6 testes aplicados, o grupo dos mascadores teve desempenho médio superior aos outros. Entretanto, tal desempenho durou apenas 20 minutos: depois disso, os resultados foram equivalentes. Não houve distinção de performance entre quem mascava a goma com açúcar ou sem, o que revela que os resultados não estão ligados à glicose.
Ainda são nebulosos os motivos destes efeitos do chiclete, mas as inferências científicas apontam para a ideia de que o ato de mascar deixa as pessoas mais atentas e focadas nas tarefas. Outras pesquisas já foram feitas neste sentido, chegando a conclusões como o poder do chiclete de menta para manter alguém acordado.
Ao saber disso, aposto que muita gente vai preparar chicletes para os dias de prova, mas lembre-se de guardar para a parte mais difícil, afinal o efeito é temporário! Também é bom alertar a todos para não utilizarem tal estratégia em uma entrevista de emprego, a não ser que você leve o estudo na pasta e consiga convencer o pessoal do RH, aí a vaga já é sua.
Referência: Wired
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
Como é um cientista?
![]() |
| Conheça alguns cientistas |
Jaleco branco, óculos de aros grossos e, muitas vezes, cabelos brancos espetados e uma cara de louco. É assim que as crianças, e também alguns adultos, veem os cientistas. Este estereótipo, fruto do que vemos em filmes e desenhos animados, ajuda a manter o estigma sobre os homens e mulheres que se dedicam a empurrar os limites do conhecimento e da prática.
Mas além de querer salvar o mundo ou simplesmente entender como sobrevive tal espécie de sapo da amazônia, estas pessoas tem suas vidas comuns, paixões e sonhos. Talvez se passarmos a vê-los como gente como a gente, haverão mais vestibulandos se decidindo por seguir uma carreira voltada à construção do conhecimento. É claro que muitos outros fatores também influenciam nesta questão, como o fato de a Pesquisa e Desenvolvimento ainda engatinhar em diversas áreas no Brasil e outros países.
A revista Scientific American publicou uma matéria sobre o assunto. Basta clicar na foto de cada cientista para saber um pouco mais sobre sua vida e motivações.
Confira a matéria na página: http://www.scientificamerican.com/article.cfm?id=what-a-scientist-looks-like
domingo, 15 de janeiro de 2012
Quem faz exercícios físicos ganha mais, diz estudo
Um estudo americano acaba de associar a prática regular de exercícios físicos a salários maiores. Durante a pesquisa realizada por cientistas da Universidade de Cleveland, Ohio, descobriu-se que as pessoas que se exercitam três ou mais vezes por semana ganham 9% mais que os outros. Além disso, aqueles que tem menos atividades físicas semanais também têm salários maiores do que os sedentários, em cerca de 5%.
Foram entrevistadas 15 mil pessoas, o que confere uma certa credibilidade à pesquisa. O estudo foi publicado no Journal of Labor Research e o artigo atribui esta relação ao fato de a atividade física ser algo positivo para o corpo e a mente, o que permite às pessoas serem mais produtivas e até mesmo mais disciplinadas.
Pode-se inferir, ainda, que o impacto dos exercícios no salário - apesar de tal relação não ser citada -deve-se também à boa forma física, a qual inflencia diretamente na imagem pessoal, associando o indivíduo a boa saúde e autocuidado.
Moral da história: mais um ótimo motivo para finalmente começar uma atividade física.
Referência: G1
Foram entrevistadas 15 mil pessoas, o que confere uma certa credibilidade à pesquisa. O estudo foi publicado no Journal of Labor Research e o artigo atribui esta relação ao fato de a atividade física ser algo positivo para o corpo e a mente, o que permite às pessoas serem mais produtivas e até mesmo mais disciplinadas.
Pode-se inferir, ainda, que o impacto dos exercícios no salário - apesar de tal relação não ser citada -deve-se também à boa forma física, a qual inflencia diretamente na imagem pessoal, associando o indivíduo a boa saúde e autocuidado.
Moral da história: mais um ótimo motivo para finalmente começar uma atividade física.
Referência: G1
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
Teia do Homem Aranha é criada a partir do bicho-da-seda
Desde os primórdios dos estudos sobre a genética a as manipulações transgênicas, especula-se sobre seres híbridos, animais e plantas mais fortes ou com características únicas, a exemplo das plantas que brilham no escuro, resultado da inserção de genes de vaga-lume. Além disso, sempre houve a hipótese de se criar objetos super resistentes e com características únicas, aproveitando o melhor que a natureza ofereceu a cada ser vivo.
O fio tecido pelas aranhas é alvo de cobiça científica e vários experimentos já foram realizados para se obter em escala industrial este fio mais resistente que o de aço. Tentativas com aracnídeos falharam, pois estes seres não produzem a quantidade suficiente e tendem ao canibalismo. Mas a grande novidade, anunciada recentemente pelos Estados Unidos, é que experimentos feitos com bichos-da-seda transgênicos - com alguns genes de aranha - levaram à criação de fios ultra-resistentes, em larga escala e com propriedades mecânicas ainda mais interessantes que o fio natural tecido pelas aranhas.
Este momento deve ser visto como um marco para os estudos transgênicos. Pode ser o nascimento de um material que revolucionará a indústria, incluindo têxtil, bélica e os próprios equipamentos industriais. É a chance que o Peter Parker precisava para arrumar um emprego melhor.
Referência: Terra
O fio tecido pelas aranhas é alvo de cobiça científica e vários experimentos já foram realizados para se obter em escala industrial este fio mais resistente que o de aço. Tentativas com aracnídeos falharam, pois estes seres não produzem a quantidade suficiente e tendem ao canibalismo. Mas a grande novidade, anunciada recentemente pelos Estados Unidos, é que experimentos feitos com bichos-da-seda transgênicos - com alguns genes de aranha - levaram à criação de fios ultra-resistentes, em larga escala e com propriedades mecânicas ainda mais interessantes que o fio natural tecido pelas aranhas.
Este momento deve ser visto como um marco para os estudos transgênicos. Pode ser o nascimento de um material que revolucionará a indústria, incluindo têxtil, bélica e os próprios equipamentos industriais. É a chance que o Peter Parker precisava para arrumar um emprego melhor.
Referência: Terra
sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
A Magia do Natal realmente existe, diz neurocientista
O Natal é retratado, principalmente na mídia, como uma época especial em que as pessoas se comportam de maneira diferente e são mais solidárias. Tudo isso é associado ao pensamento religioso e, sobretudo, ao consumismo.
O consumismo e toda esta atenção que se atribui à troca de presentes podem parecer menos nobres à primeira vista mas, segundo a neurocientista brasileira Suzana Herculano, são justamente os presentes que podem fazer bem ao corpo e tornar real a "magia do natal". Tudo está ligado ao sistema de recompensa, um mecanismo evolutivo que libera substâncias prazerosas no organismo quando passamos por uma situação que nos faz bem e também provoca sensações ruins quando lidamos com algo que pode trazer malefícios.
O sistema de recompensa é ativado bem antes da troca de presentes, quando compramos algo para alguém que gostamos e temos a intenção de agradar, e também enquanto estamos na expectativa de receber um bom presente. Quando o presente é entregue, uma nova leva de substâncias trata de fornecer a recompensa evolutiva por se aquecer as relações interpessoais. Já para a pessoa que recebe, há dois caminhos. Se ela gostar do presente, sentirá algo muito bom e associará o próximo como alguém que lhe faz bem, amenizando desavenças e cultivando uma boa imagem até uma próxima interação. Entretanto, como era de se esperar, receber um presente ruim provoca uma descarga negativa no organismo, contrariando as expectativas e construindo uma associação negativa em torno de quem entregou.
Logo, a magia do natal pode ser descrita por este conjunto de sentimentos provocados por expectativas e recompensas, os quais aquecem as relações sociais e realmente deixam as pessoas mais próximas(ou não).
Com isso em mente, cuidado quando for escolher os presentes. Não vá dar meias ao seu sobrinho ou comprar qualquer lembrancinha para o amigo oculto do trabalho. Depois te olham de cara feia no escritório e você não sabe por quê!
Referência: G1
domingo, 11 de dezembro de 2011
O bocejo de pessoas próximas é mais contagioso
Um estudo conduzido por acadêmicos da Universidade de Pisa mostra que o bocejo é ainda mais contagioso quando vem de uma pessoa próxima. Durante um ano, mais de 100 voluntários de diversos países foram observados e concluiu-se que o bocejo está ligado à empatia - capacidade de compartilhar emoções - e tem influência principalmente no tempo de resposta. Assim, se alguém que é seu parente ou você gosta muito bocejar, é provável que rapidamente você também o faça.
O bocejo ocorre involuntariamente pois o mecanismo do cérebro que impele você a copiar as ações dos outros é mais rápido do que uma ordem para impedir tal ação, neste caso especificamente. Uma das explicações mais recentes, a respeito da funcionalidade do bocejo, liga este gesto à necessidade de se refrigerar a cabeça e o cérebro, sendo que ocorre com mais frequência à noite, quando sua mente já está cansada.
E você, bocejou ao ver as fotos e ler o post?
Referência: G1
O bocejo ocorre involuntariamente pois o mecanismo do cérebro que impele você a copiar as ações dos outros é mais rápido do que uma ordem para impedir tal ação, neste caso especificamente. Uma das explicações mais recentes, a respeito da funcionalidade do bocejo, liga este gesto à necessidade de se refrigerar a cabeça e o cérebro, sendo que ocorre com mais frequência à noite, quando sua mente já está cansada.E você, bocejou ao ver as fotos e ler o post?
Referência: G1
Assinar:
Postagens (Atom)







