quinta-feira, 19 de março de 2009

“Customize um bebê” anuncia clínica americana

O tema já foi explorado pela ficção científica e largamente utilizado por professores de genética na hora de falar das futuras implicações da manipulação dos genes, considerando um futuro distante ao qual não estariam aqui para ver ou que, até mesmo, nem aconteceria na realidade. O fato é que há alguns anos a escolha das características físicas de pessoas já ocorre em experimentos ao redor do mundo. Agora, a clínica Fertility Institutes, de Los Angeles, anuncia que vai disponibilizar em 2010 tal serviço para seus clientes. As discussões éticas começam a pipocar novamente pela internet e pela mídia em geral. Isso acontece todas as vezes que a ciência anuncia um passo mais “ousado” da genética ou da utilização de células tronco. Entretanto, desta vez a resposta não parece assim tão óbvia. Antes a pergunta era: “Devemos utilizar células tronco para salvar vidas e simplesmente passar por cima de questões religiosas idiotas?”. Agora, a configuração da coisa é um pouco diferente. Um dos benefícios inquestionáveis é a chance de livrar os bebês de doenças genéticas. Mas pontos mais complexos surgem logo no início da discussão: você já imaginou se todo mundo simplesmente quiser bebês loiros de olhos azuis, ou características que deixam a pessoa de uma forma ou de outra mais bonita? É como se todos quiséssemos enganar a seleção natural, deixar de dar aos nossos filhos nossos próprios traços, eliminar etnias inteiras de uma hora para outra e desequilibrar os gêneros. Você prefere que seu filho seja garantidamente bonito ou que simplesmente se pareça com você? Não conheço as opções que a Fertility oferecerá, mas tenho certeza de que se esta questão for realmente levada a sério, haverá muitas discussões ferrenhas ao redor do mundo. Prometo postar algo mais aqui, quando souber mais e puder assumir minha posição sobre o tema, com argumentos racionais.

Por enquanto, ficam no ar as dúvidas do que vem por aí. Mas já podemos especular e dizer que muitos cientistas ociosos ao redor do mundo vão criar empresas para copiar pessoas famosas, oferecer filhos campeões olímpicos, gênios e tudo mais. Estaríamos caminhando para um mundo subdividido por castas genéticas e funções sociais definidas de forma pré-natal, como em “Admirável Mundo Novo”?

Para ler mais sobre o assunto, clique aqui.

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