quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Bons jogadores de games têm partes do cérebro maiores

Esta descoberta é para quem tinha alguma desconfiança em relação àquelas pessoas que simplesmente pegam um jogo de videogame, PC, etc e rapidamente aprendem as manhas, fazendo frente e, às vezes, até ganhando do dono do console.

Um experimento foi realizado por pesquisadores das universidades de Pittsburgh e Illinois, por meio da observação por ressonância magnética no cérebro de 39 adultos. Os cientistas conseguiram prever o desempenho dos jogadores ao mapear certas áreas cerebrais que eram maiores que o normal. Um exemplo é a área ligada ao prazer que, quando grande, representa mais habilidades com os jogos. Há ainda diferentes sub-regiões correspondentes ao número de pontos e à facilidade de aprender um novo jogo.

Deve ser muito legal participar de um experimento destes. Jogar video-game e ainda ajudar a ciência mundial! Os games têm ganhado uma importância mundial cada vez maior, não só no aspecto econômico, mas também social. O Nintendo Wii, por exemplo, fez com que o videogame chegasse na mão de quem nem ligava para jogos eletrônicos.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

1 ano de ociosidades

Hoje, 26 de janeiro de 2010, o blog completa 1 ano! Tudo começou com uma ideia simples, a de comentar as descobertas científicas engraçadas e/ou inúteis que pipocam todos os dias na rede. Não sei se posso dizer que é um sucesso, mas pelo menos muita coisa engraçada já saiu, nem que seja para comentar na mesa do bar com os amigos bêbados.

E aqui estamos, completando 49 posts, aproximadamente 1 por semana. Pretendo escrever com uma frequência maior e talvez mudar um pouco a forma dos posts, acrescentar coisas novas. Então, ao invés de comentar uma notícia, como "Divórcio de cisnes intriga veterinários britânicos", hoje resolvi compartilhar com vocês um site, o Learn Something New Every Day. Trata-se de uma proposta bem simples: todo dia, em poucas palavras, uma curiosidade e uma ilustração ao estilo pincel atômico. Se você gostar, pode até pedir uma camiseta com aquela curiosidade para você.

Bom, agradeço a todos que já prestigiaram de uma forma ou de outra o Ócio Científico e digo para me enviarem sugestões de posts sempre que quiserem, por aqui, por e-mail, pelo Twitter ou por sinal de fumaça.

Vida longa ao Ócio!

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

A vantagem neurológica de ser bilíngue

Um estudo recente realizado pela Univer­sity of Ghent, na Bélgica, sugere que as diferenças entre as pessoas que falam duas línguas e as que falam apenas a língua nativa, vão além do fato da familiaridade com um idioma estrangeiro.

Obviamente, quem fala outras línguas, como inglês, francês ou alemão, tem acesso a uma base de conhecimento muito maior. Fora o conhecimento, o fato de ser bilíngue mexe diretamente com nossas capacidades cognitivas mais básicas, fazendo com que, por exemplo, a pessoa seja mais "esperta" na hora de resolver algo que contenha pistas enganosas. Um experimento realizado nesta pesquisa, com 45 voluntários que têm o holandês como língua mátria, e que aprenderam o inglês por volta dos 14-15 anos de idade, provou que eles chegam ao significado de palavras que estão presentes em ambos os idiomas mais rápido do que as que existem apenas em sua língua nativa.

Ao que parece, estas vantagens neurológicas ocorrem quando a pessoa aprende a nova língua na infância ou na adolescência. O que não é o meu caso, acredito.

Muito ainda deve ser descoberto a partir de experimentos desta natureza, o que só corrobora o pensamento de que todos deveriam aprender uma língua, seja ela qual for. Ainda mais em um mundo globalizado.

Realmente este é um estudo nada ocioso, mas mereceu destaque aqui. =]

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Cientistas conseguem dar nó na luz

Esta notícia repercutiu em muitos portais e provavelmente na televisão. Dar nó em um feixe de luz é simplesmente algo muito inusitado e difícil de imaginar racionalmente. Mas foi o que fizeram os cientistas que publicaram o artigo na revista Nature Physis.

Eles conseguiram a façanha com instrumentos e métodos extremamente avançados, com o auxílio de vórtices ópticos e hologramas. Este estudo prova mais uma vez que a luz nem sempre viaja em linha reta, o que nos mostra que é difícil para a humanidade, com os recursos que dispõe hoje, conseguir uma noção certeira da amplitude do Universo. Conforme o cientista Mark Dennis disse: "Em um raio de luz, o fluxo de luz que viajar através do espaço é semelhante ao fluxo de água que flui em um rio".

Os pesquisadores afirmam que, apesar de sua complexidade, o processo poderá ser utilizado futuramente em aparelhos eletrônicos que trabalham com laser.

Vai ficar cada vez mais difícil responder à infame pergunta: "Papai, como isso funciona?".

Moscas realmente ficam bravas quando são espantadas, provam cientistas

É esse tipo de pesquisa que dá sentido ao "Ócio Científico". Pesquisadores do Howard Hughes Medical Institute realizaram um experimento que recriava o ambiente de um piquenique, no qual as pessoas espantam as moscas que insistem em sobrevoar as quitutes. Os cientistas conseguiram provar que estes insetos, assim como as abelhas, voltam com ainda mais raiva para a comida depois que sofrem o vento de um sopro ou de um golpe errante. Para detalhar as descobertas, explicitou-se que as moscas não fogem por causa da comida, mas sim por causa de um mecanismo evolutivo comportamental.

Como todo estudo científico bizarro, este tem uma justificativa plausível (menos o dos "Patos gostam de água"), a destes experimentos está no paralelo entre comportamentos de moscas e humanos (!), já que grande parte dos genes destes insetos chatos estão presentes no nosso DNA. Este paralelo é possível principalmente em função de várias substâncias químicas semelhantes entre pessoas/moscas, responsáveis por transtornos psíquicos.

A conclusão de tudo isso? Melhor matar as moscas de primeira para evitar dor de cabeça ou simplesmente deixá-las voando sobre sua cabeça, como faz o Louco da Turma da Mônica.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Somos menos que poeira no Universo



Existe aquela ideia de que, comparada ao Universo, a Terra é do tamanho de um grão de areia. Esta afirmação assusta um pouco, mas não chega a ser tão impactante como "ver" o quão nano nós somos. O Museu de História Natural dos Estados Unidos produziu um vídeo que tem como objetivo mostrar os corpos celestes em suas proporções reais, tanto em tamanho quanto em distância e posicionamento entre si.

A primeira cena é a cadeia de montanhas do Himalaia. Então, a imagem começa a se afastar rapidamente, mostrando a Terra, a órbita dos nossos satélites artificiais e, em seguida, a órbita da Lua. Admito que fiquei impressionado com a real distância que a Lua está da Terra, é muito longe! Nós estamos habituados a ver seu movimento de translação em livros didáticos sem perceber que a distância ali apresentada é apenas ilustrativa. Depois, o vídeo começa a mostrar a órbitas dos outros planetas do Sistema Solar e o próprio Sol. À medida em que a imagem se afasta, legendas contam a distância da Terra em anos-luz, chegando a um ponto da narrativa que passa a ser bilhões de anos-luz! O Sol se torna apenas mais um pontinho brilhante que se perde em meio a tantos corpos celestes. Ainda mais longe, a Via-Láctea se mistura a outras galáxias como se não fosse nada.

O vídeo continua a levar-nos em uma viagem impressionante, até o momento em que chegamos a "imagem" do que é conhecido e desconhecido, em meio a Quasares e à luz do passado do cosmo. Enfim, uma esfera ilustra a posição do nosso Universo no espaço e no tempo.

Gostaria de entender mais de astronomia e física para falar neste tópico. Mas isso não nos afasta do deslumbre e do sentimento inexplicável diante do quão grande é o universo e da certeza de que sabemos muito pouco de tudo isso. Este vídeo é o resultado de observações e fatos lógicos para a ciência, mas também de teorias ainda não comprovadas, deduções e, principalmente, imagens do passado. Se fosse possível ver uma imagem do universo de verdade, e fosse a luz tal qual a conhecemos o que possibilitasse tal visão, estaríamos diante de uma linha do tempo, sendo possível olhar para diferentes partes da história e impossível enxergar o real presente (se é que isso existe).

Prometo que o próximo tópico vai ser mais light e vou falar menos!

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Mulheres comprometidas engordam mais, comprova estudo


Esta história de que as mulheres ganham mais peso quando estão namorando ou são casadas não é nova. Afinal, por simples observação é fácil achar vários exemplos disso nos círculos sociais de cada um de nós. Mas agora um grande estudo científico realizado pela universidade australiana de Queensland comprova este fato.

Segundo o estudo, mulheres casadas e com filho tendem a ganhar, em 10 anos, até o dobro de "quilos" do que ganham as solteiras sem filhos. A única explicação biológica para isso acontecer é a mudança de metabolismo que ocorre nas mulheres grávidas, que é dificíl de ser revertida. Mas o maior responsável pelo aumento de peso é o próprio comportamento das mulheres comprometidas, que acabam comendo mais e se exercitando menos.

Parece que o jantar romântico, regado a vinho com direito à melhor e mais pesada massa italiana, é inimigo da forma física. Entretanto, continua sendo o objetivo de muitas mulheres que vão a bares e boates todo fim de semana. Sem contar a caixa de chocolates e a pipoca a dois no cinema que, apesar de todo o potencial calórico, fazem as mulheres sorrirem, invariavelmente.
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