domingo, 16 de setembro de 2012

Ratos sedentários colocam em dúvida pesquisas científicas

Uma estimativa aponta que 90 milhões de ratos e camundongos sejam utilizados em experimentos de laboratório todos os anos. Estas cobaias sempre foram consideradas como a melhor forma de testar medicamentos e estudar doenças, dentre centenas de outras linhas de pesquisa. Isso ocorre por causa da semelhança entre as funções biológicas dos corpo e o códigos genéticos de ratos e do homem.

Entretanto, tal prática foi posta em cheque pelo cientista americano Mark Mattson, do Laboratório de Neurociências do Instituto do Envelhecimento. E o motivo de tal oposição é bem simples de entender: as cobaias são sedentárias e, na grande maioria, estão muito acima do peso normal. Tudo isso faz com que a taxa de metabolismo esteja sempre em um nível diferente do que realmente ocorre, acarretando uma situação que não corresponde à maioria da população de ratos. A consequência é que estudos sobre câncer, tuberculose e envelhecimento, por exemplo, podem levar a conclusões equivocadas por não se aplicarem à realidade humana. Experimentos sobre doenças neurológicas, como Parkinson e Alzheimer, também são afetados, pois ingerir menos comida pode diminuir os sintomas. Um outro ponto grave é a baixa variabilidade genética entre as cobaias.

Agora que estão com esta "bomba" nas mãos, os cientistas buscam outras espécies para executar os testes. Entre os candidatos, estão outras espécies de roedores, além da mosca, peixe-zebra, lebre-do-mar, verme e o porco. Todos eles têm algo em comum com o homem, o que os torna interessante para as pesquisas.

Referência: Revista Super nº 307
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