segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Pesquisadores acompanham pato por 6 mil Km


Com o objetivo de obter um panorama mais completo sobre as migrações dos pássaros, para fornecer informações precisas na prevenção de doenças e no estudo de mudanças ambientais, um grupo de pesquisadores acompanhou vários patos durante uma viagem de Hong Kong ao Ártico.

O processo, que provavelmente foi realizado com microchips presos aos bichos, contou também com a ajuda do Google Earth no desenho do trajeto e trouxe algumas revelações impressionantes. Um dos animais chegou a alcançar a velocidade de 114 km/h e a "famosa" pata que completou o trecho de 6 mil km viajou com uma velocidade média de 50 km/h. Para se ter ideia, 6 mil km é a distância de São Paulo até a África, na Namíbia, em linha reta. Infelizmente, um dos animais foi abatido enquanto sobrevoava a Rússia. A hipótese mais provável é que tenha sido atingido por um caçador russo (só podia ser!). Agora imagine a decepção do cientista que se dedicou ao acompanhamento deste pássaro.

Quem pagou o pato, quer dizer, financiou o projeto, foi a WWF.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Cientistas disputam para criar novo "quilo"

O quilo é uma das unidades de medidas mais presentes nas nossas vidas. O que muita gente não sabe é que, antes de um número, o Quilo é um cilindro feito de platina e irídio, com 122 anos, que está exposto em Paris. Este objeto é a prova de referência convencional da unidade criada e utilizada por cientistas do mundo inteiro. Outras unidades também têm um objeto oficial, como o Metro.

O problema é que o Quilo original vem sofrendo alterações de massa durante os anos, o que é um empecilho para os cientistas. Assim, surgiu a necessidade de se criar um novo objeto como referência. Dois experimentos ocorrem paralelamente. O primeiro deles, conduzido por uma instituição alemã, almeja a confeccção de uma esfera de silício, com precisão atômica. A ideia dos alemães é aperfeiçoar a constante de Avogrado, preenchendo mais casas numéricas no lugar de zeros, e utilizar este dado para se ter o número exato de átomos da esfera do quilo. Como o silício é composto também por isótopos, os cientistas recorreram à ajuda dos laboratórios nucleares russos, que possibilitaram uma substância 99,9% composta por Silício 28. Os concorrentes dos alemães são um time de cientistas que utiliza correntes elétricas e campos magnéticos para definir a massa exata de um objeto.

Quem vai ganhar esta disputa? Eu também não faço a mínima ideia, mas que os caras realmente estão dispostos a se livrar do velho quilo não há dúvidas!

Referências: Nature e Physorg.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Salmão gigante é criado nos EUA

Aposto que muita gente já imaginou sushis gigantes e suculentos só de olhar para a foto. O fato é que realmente foi criado um salmão "ideal" a partir da manipulação dos gens. Logo, trata-se de um peixe transgênico. Tendo em vista o alto valor de mercado deste peixe e a dificuldade para capturá-lo, isto pode ser uma solução para baixar o preço do salmão. Outras consequências econômicas seriam o empobrecimento dos pescadores e o enriquecimento dos empresários capazes de financiar a continuidade das pesquisas científicas e a criação deste peixe tão singular.

Porém, bem antes do aspecto econômico, paira o temor diante das incertezas do consumo de transgênicos em relação à saúde, além de toda a implicação que tal manipulação pode causar. Daqui a pouco vão criar vacas e porcos gigantes também, capazes de fornecer picanhas e bacons saborosos como nunca se viu.

As possibilidades são animadoras e assustadoras ao mesmo tempo. Não sei se consigo ser totalmente liberal, mas a imagem do salmão gigante é tentadora.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Asteróide pode extinguir a humanidade em 2182

Não é raro ver notícias sobre meteoros que ameaçam a Terra, mas as chances costumam ser desprezíveis. Desta vez parece que a situação a diferente. Segundo a cientista María Eugenia Sansaturio, da Universidad de Valladolid na Espanha, o asteroide "1999 RQ36", de 560 metros de diâmetro pode atingir a Terra em 24 de setembro de 2182 e provocar extinção em massa, inclusive da espécie humana.

As chances de isso acontecer chegam a até 1/500. Logo, é cem mil vezes mais fácil este asteróide acertar a Terra do que você ganhar na Mega Sena! Muitas pessoas podem dizer que isto não importa já que nenhum de nós estará por aqui mesmo. Entretanto, tentativas de mudar artificialmente a trajetória do asteroide devem ser realizadas pelo menos 100 anos antes da data do impacto. Três possibilidades já são consideradas: detonar uma ogiva nuclear, refletir raios solares a partir de uma nave para provocar reações químicas e mudar o curso, ou simplesmente mandar uma espaçonave suicida para colidir com o asteroide e alterar a trajetória. Apesar de parecer mais simples, esta terceira ação deve ocorrer bem antes da data, já que o ângulo de mudança não será grande.

A existência deste corpo celeste foi comprovada por quase 300 observações ao redor do mundo e por mais 13 medições astronômicas. Pode começar a rezar. Ou beber.

Para ver a notícia, vá aqui ou aqui.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Cientistas largam o ócio por alguns dias

Fórum discute patrimônio genético,

patentes e pirataria


No Ano Internacional da Biodiversidade, o Museu Exploratório de Ciências (MC) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) realiza no dia 12 de agosto, em Campinas, o fórum “Biodiversidade em perspectiva: patrimônio genético, patentes e pirataria”. Afinal, a quem deve pertencer os royalties das descobertas científicas no Brasil e no resto do mundo?

O evento é gratuito e acontece no Auditório do Centro de Convenções da Unicamp (CDC) das 9 às 17 horas. Podem participar pesquisadores, professores, estudantes e demais interessados no assunto. As inscrições devem ser realizadas no site da Coordenadoria Geral da Universidade da Unicamp (CGU) até o dia 10 de agosto.

Pela manhã, às 9h30, haverá a palestra "Problemas e potencialidades da biodiversidade brasileira: patentes e biopirataria", com Gonçalo Guimarães Pereira, professor titular da Unicamp e revisor de diversos periódicos científicos.

Em seguida, às 11h, acontecerá a mesa redonda “Biotecnologia, Patentes e Biopirataria”, com Márcio Schuler, Diretor do Departamento do Patrimônio Genético do Ministério do Meio Ambiente (DPG) e Lara Sette, do Centro Pluridisciplinar de Pesquisas Químicas, Biológicas e Agrícolas da Unicamp (CPQBA).

No período da tarde, às 14h, o pesquisador Roberto Berlinck da Universidade Federal de São Carlos apresenta a palestra "Cientistas brasileiros não são biopiratas". Na seqüência, às 15h15, Spartaco Astolfi Filho, professor titular de biotecnologia da Universidade Federal do Amazonas, e Herton Escobar, repórter do Jornal O Estado de São Paulo, participam da mesa redonda "Biodiversidade: quadro atual, potencialidades, perdas, impactos e propostas para o futuro".

Dica:

Camila Delmondes

Assessoria de Imprensa

Museu Exploratório de Ciências - Universidade Estadual de Campinas

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Arrumar a cama faz mal à saúde

Você já ouviu falar de "ácaros"? Não é novidade o fato de que milhões destes seres microscópicos vivem no colchão, no travesseiro e nos cobertores. A novidade é que, como sugere um novo estudo inglês, o ato de deixar a cama desarrumada pode eliminar parte dos ácaros.

A explicação dos cientistas é o fato de que quando a cama está desarrumada há maior ventilação e, assim, cai a temperatura do ambiente para os àcaros, que acabam morrendo. Já em uma cama bem arrumada, com camadas e mais camadas de lençóis, cobertores e mantas, cria-se condições perfeitas para a sobrevivência e reprodução destes seres.

Não costumo deixar os cobertores sobre a cama quando arrumo, será que ela continua quente do mesmo jeito? Se você quiser fazer um teste em casa, deixe tudo dessarumado por alguns dias. Quem não deve gostar muito é a esposa, empregada ou qualquer outra pessoa que tenha o mínimo de senso de organização. Mas aí é só responder que é tudo em nome da ciência.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Quem bebe tem saúde melhor, mas não por beber

Uma grande pesquisa foi realizada com 150 mil pessoas na França para determinar a relação entre o consumo de álcool e a saúde. O resultado é que quem consome álcool moderadamente, em geral, tem saúde melhor do que aqueles que recusam álcool e os que exageram nas bebidas.

A explicação lógica para isso é mais social e psicológica do que médica, já que a saúde melhor, neste caso, está ligado ao status e ao humor. Quem bebe moderadamente normalmente tem mais amigos e mais horas de lazer. Além disso, relaxa mais, tem menos estresse e muitas vezes tem uma vida mais ativa fisicamente. O consumo moderado do álcool está relacionado a uma menor frequência cardíaca e maior índices de "colesterol benéfico" no sangue.

O estudo revelou ainda que estas pessoas costumam ser mais magras. Dá para acreditar? Esta é uma boa notícia para quem gosta de chopp aos fins de semana, mas não pode ser encarada como um motivo para começar a beber. Afinal, está mais que comprovado que o álcool pode fazer muito mal à saúde.