sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Falar ao celular pode ser contagioso

Esta notícia provavelmente não vai espantar os donos de smartphones e afins. Um estudo conduzido nos Estados Unidos, na Universidade de Michigan, mostrou que estudantes universitários apresentaram 39% mais chances de checar o celular por e-mails ou mensagens no intervalo de 10 segundos logo após um amigo ou colega próximo ter feito o mesmo.

O fato poderia ser explicado simplesmente pelo impulso humano de imitar, mas os cientistas foram além. No ponto de vista deles, se você está conversando com alguém e esta pessoa mexe no celular, ela está realizando uma interação social da qual você está excluído. Assim, há uma boa chance de você verificar seu próprio aparelho para se sentir melhor.

A questão toca outro ponto: não seria pouco polido ficar checando o celular enquanto conversa com alguém? Pode ser até sinal de falta de interesse na conversa.

Um aspecto interessante sobre este estudo é que foi feito por meio de observação, ou seja, sem simular nada em laboratório. Assim, qualquer um pode testar. Experimente checar seu Facebook no celular enquanto estiver em uma roda de amigos, provavelmente todos farão a mesma coisa.

Referência: NBC News


quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Músicos entram em sintonia cerebral, revela estudo

Um estudo feito pelo Instituto Max Planck de Desenvolvimento Humano, em Berlim, mostrou que quando duas pessoas executam uma música juntas, seus cérebros entram em sintonia.

A experiência foi feita com 32 violinistas experientes e com a ajuda do mapeamento do cérebro por meio de eletrodos. Os gráficos que ilustram este post ajudam a entender melhor como funciona esta sintonia. As partes em tom avermelheado mostram onde há atividade cerebral mais intensa, e são justamente as áreas responsáveis pela habilidade musical e pela interação social. Desta forma, os pesquisadores inferem que este mesmo tipo de sintonia possa acontecer no esporte, no dia-a-dia durante uma conversa ou em outro tipo de atividade que exija entrosamento e cooperação.

Será que o mesmo ocorre durante uma reunião para negociação ou uma partida de truco, por exemplo, onde as pessoas devem seguir a mesma linha de raciocínio para vencerem?

Referência: G1

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Engenheiros britânicos produzem petróleo a partir do ar

Uma empresa britânica de pequeno porte balançou o mundo ao divulgar, em uma conferência de engenharia, o procedimento capaz de produzir petróleo apenas com substâncias retiradas do ar. Seria, enfim, uma alternativa realmente limpa e eficaz para a matriz energética mundial? A primeira reação da comunidade científica e tecnológica foi ceticismo, afinal, seria "bom demais para ser verdade". Mas o processo despertou grande interesse e não foi posto em xeque.

Resumidamente, a transformação funciona da seguinte forma: o dióxido de carbono (ou gás carbônico) é retirado do ar por meio de um filtro de hidróxido de sódio; em seguida, obtém-se hidrogênio do vapor d´água capturado do ar; então, o dióxido de carbono e o hidrogênio dão origem ao metanol, o qual finalmente passa por um reator; o resultado é petróleo.

A Air Fuel Synthesis construiu um protótipo e já foi capaz de obter 5 litros de petróleo. A estimativa é de que poderá produzir uma tonelada por dia em 2 anos, e se tornará uma refinaria completa no prazo de 15 anos.

Uma pergunta bastante pertinente surge junto com este tipo de invenção: será que o saldo energético valerá? A energia obtida com o petróleo e os impactos ambientais compensarão a energia elétrica gasta com o processo? Ainda é cedo para tirar estas conclusões, mas pode-se inferir que este é um novo tipo de energia limpa. Afinal, o petróleo continuará contribuindo para o lançamento de CO2 na atmosfera, mas o próprio gás carbônico terá sido capturado no início do processo, zerando o saldo. Sobre a questão da energia elétrica envolvida, pode-se combinar outros tipo de fontes limpas e renováveis, o que torna tudo isso bastante promissor.

Seria ingenuidade dizer que esta é a solução de tudo, mas estupidez negar, tão cedo, o potencial envolvido.

Referência: The Telegraph

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Veja a luz se propagar: câmera grava a 1 trilhão de quadros por segundo

Há alguns meses, postei aqui no Ócio Científico sobre um equipamento que consegue "enxergar além de cantos e esquinas". Agora, compartilho com os leitores a versão completa da palestra promovida pelo TED, a qual possui um trecho ainda mais impressionante.

Com esta super câmera, que faz uma captura a cada trilionésima parte do segundo, é possível ver a própria propagação da luz! No vídeo, um feixe luminoso atravessa uma garrafa plástica cheia de água, assim, vemos as ondas se propagando e os fenômenos de difração, reflexão e interferência. O detalhe é que na velocidade da luz nota-se os efeitos relativísticos de distorção do tempo.

Veja o vídeo abaixo para entender melhor. Se você estiver impaciente, assista até 4:00 e depois a partir de 9:00, mas vale a pena ver tudo, é 'fantástico'.

domingo, 16 de setembro de 2012

Ratos sedentários colocam em dúvida pesquisas científicas

Uma estimativa aponta que 90 milhões de ratos e camundongos sejam utilizados em experimentos de laboratório todos os anos. Estas cobaias sempre foram consideradas como a melhor forma de testar medicamentos e estudar doenças, dentre centenas de outras linhas de pesquisa. Isso ocorre por causa da semelhança entre as funções biológicas dos corpo e o códigos genéticos de ratos e do homem.

Entretanto, tal prática foi posta em cheque pelo cientista americano Mark Mattson, do Laboratório de Neurociências do Instituto do Envelhecimento. E o motivo de tal oposição é bem simples de entender: as cobaias são sedentárias e, na grande maioria, estão muito acima do peso normal. Tudo isso faz com que a taxa de metabolismo esteja sempre em um nível diferente do que realmente ocorre, acarretando uma situação que não corresponde à maioria da população de ratos. A consequência é que estudos sobre câncer, tuberculose e envelhecimento, por exemplo, podem levar a conclusões equivocadas por não se aplicarem à realidade humana. Experimentos sobre doenças neurológicas, como Parkinson e Alzheimer, também são afetados, pois ingerir menos comida pode diminuir os sintomas. Um outro ponto grave é a baixa variabilidade genética entre as cobaias.

Agora que estão com esta "bomba" nas mãos, os cientistas buscam outras espécies para executar os testes. Entre os candidatos, estão outras espécies de roedores, além da mosca, peixe-zebra, lebre-do-mar, verme e o porco. Todos eles têm algo em comum com o homem, o que os torna interessante para as pesquisas.

Referência: Revista Super nº 307

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Segunda-feira não é pior dia da semana, dizem cientistas

Muita gente compartilha a opinião de que domingo à noite é uma hora especialmente deprimente. Mas isso ocorre justamente porque o dia seguinte é a segunda-feira, o reinício da rotina e das obrigações. Se até a expectativa da segunda é capaz de ser ruim, imagine o dia.

Após uma enquete com nada menos que 340 mil pessoas, cientistas americanos da Stony Brook University, NY - EUA, descobriram que terça, quarta e quinta-feira são tão ruins quanto a segunda-feira, o que tira o título deste como o pior dia da semana. Sexta, sábado e domingo foram apontados pela maioria como dias em que o humor está melhor, o que não é surpresa para ninguém.

Vejo uma verdade por trás deste resultado, bom mesmo só fim de semana! E você, o que acha? Não vale dizer que a pesquisa é inútil, afinal este é um blog para cientistas ociosos.

Referência: G1

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Cientistas torcem a luz e transmitem dados a 2,5 terabits/s

Há algum tempo postei aqui no Ócio Científico que alguns cientistas conseguiram dar "Nó na Luz". Esta foi mais uma prova que a luz nem sempre viaja em linha reta. Desta vez, uma equipe internacional de pesquisadores, trabalhando na Califórina - EUA, torceram e retorceram feixes de luz para transmitir dados em código binário.

Para explicar de forma suscinta, eles foram capazes de juntas vários canais de luz em um só feixe torcido, o qual era retorcido ao chegar ao seu destino. Com isso, alcançou-se a incrível velocidade de 2,5 terabits por segundo, aproximadamente 66 DVD's inteiros ou 1 HD de 250gb por segundo!

É conhecido o fato de que a velocidade de transmissão de dados, a capacidade de armazenamento e o tamanho dos arquivos crescem rápido e paralelamente. Mas isso pode mudar se este experimento trouxer para o cotidiano tais transmissões. Será que estamos ainda mais próximos do mundo das "nuvens"? Há afirmações no meio tecnológico que os computadores e video-games passarão a ser meras interfaces, enquanto todo o poder de processamento e armazenamento ficará por conta dos potentes e gigantescos servidores.

É melhor pensar duas vezes antes de se gabar por sua internet de 10mb.

Referência: Inovação Tecnológica