sexta-feira, 26 de abril de 2013

Os animais também pagam impostos

Um dos maiores motivos de queixa dos brasileiros com o próprio país é o alto custo dos impostos. Paga-se por tudo. Imposto pela comida, pela moradia, pelo carro, pelas ruas, pelo plano de saúde, pela gasolina, pela renda. Paga-se até mesmo imposto sobre impostos no final das contas.

Mas será que o fato de dar uma parte dos frutos de esforços próprios para o bem-comum é tão artificial assim? Uma reportagem publicada no New York Times mostra que pagar impostos é um comportamento presente na humanidade há pelo menos 100 mil anos.

E esta história vai muito além. Ao analisar as relações entre os animais, seja em sociedade ou não, percebe-se que o ato de pagar impostos é natural até mesmo entre os bichos. Observações em ambiente selvagem mostraram que quando um macaco reso sai em busca de alimentos e se depara com um cacho gigante de bananas, em poucos instantes chama os companheiros para dividir o banquete. E quando ele não faz isso, cabe ao macho alfa do bando a tarefa de castigá-lo com uma longa e dolorosa surra. Isto é comum entre seres bem diferentes, como uma característica de sobrevivência da espécie. Há relatos de observações de pássaros australianos que castigam os membros do grupo, por não repartir o alimento, com perseguições  e bicadas por até 25 horas! Talvez a expressão "Leão do imposto renda" carregue bastante literalidade.

Compartilhar os ganhos é fundamental para a sobrevivência, apesar de haver uma certa resistência dentro de cada indivíduo para isso. E, voltando ao Brasil, acredito que as reclamações vão além do alto custo dos impostos: mas sobre o quão mal gastos eles são.

Referência: G1

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Guerra nuclear: o que aconteceria?

O fantasma da guerra nuclear volta a assombrar o mundo, décadas depois da guerra fria, por meio das ameças da Coreia do Norte. Muitos cientistas e especialistas em armas acreditam que o regime de Kim Jong-un não tem a capacidade de lançar um míssil, mas esta perspectiva tem mudado nos últimos meses. O Pentágono acredita que os norte-coreanos já tem capacidade para montar um artefato deste tipo.

Neste momento, a tensão mundial sobe já que Estados Unidos, Japão e outras nações envolvidas de forma política ou geográfica nas questões da península coreana declaram abertamente dominar armas nucleares. Desta forma, faz sentido a pergunta: o que aconteceria se houvesse uma guerra nuclear?

Uma guerra de "pequenas" proporções teria várias bombas lançadas, na ordem de 50 a 100 unidades, e representaria apenas 0.3 % de todo o arsenal mundial. Entretanto, tais explosões poderiam espalhar poeira radioativa por todo o planeta , criando anomalias climáticas e nos seres vivos mundo a fora. Há estudos que apontam um aquecimento rápido da temperatura média do planeta, enquanto outros dizem que poderia haver um enorme resfriamento, afetando muito os países localizados em altas latitudes. A única certeza é que pode haver enormes consequências maléficas para toda a humanidade.

Resta acompanhar o desenrolar dos fatos e torcer para que esta guerra não aconteça de fato. Ou que, pelo menos, o regime norte-coreano realmente não tenha a capacidade de lançar tais mísseis nucleares.

Referências:



domingo, 7 de abril de 2013

Onda de zumbis é reflexo de uma sociedade infeliz, diz pesquisadora

Séries, filmes, livros e flashmobs com direito a centenas de pessoas cobertas de sangue e feridas fatais, caminhando lentamente e grunhindo, sedentos por mais sangue e carne fresca. Segundo a pesquisadora americana Sarah Lauro, a horda de zumbis que ataca a produção cultural a nível mundial é o reflexo do sentimento coletivo de infelicidade e descontentamento com os rumos da sociedade. A pesquisadora vem estudando este fenômeno há muitos anos e afirma que não se trata apenas de mais uma moda passageira, mas um tema cíclico no cinema, nos impressos e na TV.

Mesmo que as pessoas em geral talvez não pensem efetivamente sobre isso, Sarah Lauro aponta que a infelicidade está presente no subcosciente coletivo e nos faz ter a sensação de que, na realidade, já estamos mortos. Para ilustrar isso, ela lembra a onda sobre zumbis em meados de 2005, quando os americanos não queriam a guerra do Iraque mas um sentimento de impotência assolava a todos diante do governo Bush, que inevitavelmente manteria seu país nos campos de batalha.

Fato é que esta temática ganha cada vez mais força, ainda mais com títulos tão fortes quanto "The Walking Dead" nos quadrinhos e na TV, "Left 4 Dead",  "Resident Evil" e muitas outras ótimas séries nos games, além de filmes surpreedentemente legais como "Warm Bodies".

Não é fácil compreender o que Sarah Lauro quer dizer, talvez ela até tenha razão. O que importa é ainda vêm muitos walkers por aí. É melhor estar prepararado.

Referência: G1
Foto: Seth Wenig/AP
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